Com todos os avanços tecnológicos e do conhecimento, ainda continuamos agindo apos o fato... Até quando esse será o Brasil: sem planejamento, sem controle, sem políticas verdadeiras, sem ação... Os desabrigados do nordeste, de Santa Catarina e outras regiões brasileiras acometidos pelas águas no ano passado, continuam lá... Sem apoio, sem casas, sem comidas...
As imagens por nós vistas na televisão não retratam 1% da calamidade vivida neste país, que é a do descaso político ao bem-estar do ser humano. Vamos continuar colocando dinheiro numa conta bancária, da qual nunca receberemos a prestação de contas... cadê a responsabilidade social, cadê o balanço social... pois desde 2008 estamos fazendo donativos em contas bancárias à vitimas das calamidades da falta de capacidade política nacional, e em nenhum momento recebemos sequer uma nota explicando onde o dinheiro foi investido.
No Nordeste foi visto o quanto dos donativos se perdeu por novamente, falta de capacidade de planejamento político e organização. Definitivamente algo precisa ser feito, mas não é com depósitos em contas que não se sabe quem vai gerenciar o recurso (e isso num país como o Brasil onde a CORRUPÇÃO é altíssima, é bastante preocupante).
Vamos continuar vendo políticos semi-analfabetos sendo eleitos no Brasil e não fazer nada?
Continuaremos com a incompetência da administração publica que permite a ocupação desordenada, pois veja, não adianta dizer que a casa foi construída em zona imprópria, pois o governo foi lá e instalou LUZ, Água, providenciou o precário e ineficiente sistema de coleta de esgoto... Ou seja, por trás, de uma ação imprópria, o Governo para ter popularidade, estabelece muitas outras ações.
Claro, é lógico, depois quando acontece uma calamidade como a que, novamente estamos vendo, o Governo diz: a culpa é do morador que se instalou em áreas impróprias, mas o que vemos aqui é a Lei da Conivência, para mim em termos Legais, temos um processo e principio de Coresponsabilidade.
Infelizmente, haverá muitas calamidades ambientais como estas que estamos vendo. A estimativa é de que até 2020 mais de 1 milhão de pessoas morram em consequências das "calamidades ambientais". Contudo, mesmo assim o Governo não aprende e não entende que ocupação territorial é algo muito sério. Que planejamento urbano é importantíssimo e urgente.
O descaso e a incapacidade de Governar continuam e continuarão, pois enquanto a população achar que pode eleger quem ela elege (políticos sem instrução, sem conhecimento, sem capacidade de pensar), continuaremos lamentando, chorando e perdendo vidas.
Sabemos que Nossa conivência pacífica a esta situação somente mudará quando formos nós as vitimas, até lá, o Governo continuará sendo moldado a preço de privadas, sacos de areia e feijão no momento da eleição.
Alias tenho minhas duvidas que quando chegado este momento, em que nos tornaremos as vítimas, iremos mudar. Pois muitas vezes somos nós que aceitamos o saco de areia e fingimos que esta tudo bem.
O Governo liberou o saque do FGTS de aproximadamente R$5.000,00 às vitimas. Mas francamente! O que se faz com R$5.000,00? Nada
Também a Dilma disse que vai liberar milhões para a reconstrução e apoio às vitimas, mas que tipo de reconstrução será feita? Quando e como esse recurso será repassado às vitimas? Não temos políticas para isso, mesmo passando por estes problemas ininterruptamente nos últimos 3, 4, 5 anos? Repito as vítimas anteriores continuam esperando por apoio do governo brasileiro.
Choro às vítimas, lamento as perdas, farei doações (apesar de me sentir como se estivesse dando esmolas às crianças na esquina)... MAS CHORO muito mais por este país BRASIL que continua com os mesmos sistemas de governo de 60 anos atrás e incapaz de compreender seu papel fundamental.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Sonhos
Dizem que não vivemos nossos sonhos por que ou temos medo do sucesso e responsabilidades que poderão acontecer ou pelo medo de fracassar
O Brasil no Primeiro Mundo
Com PAC, com minsterios e secretarias de Planejamento o Brasil espera entrar na lista dos Países desenvolvidos, ditos do tão sonhado Primeiro Mundo.... ummmmm, como será isso possível se ainda milhões de brasileiros não têm acesso a água tratada e/ou pelo menos potável. Para que tanto investimento se não conseguimos resolver as questões básicas de um desenvolvimento social com respeito ao ser humano?
Sabemos que no Brasil as doeças que mais matam são as associadas ao consumo de água poluida/contaminada, então porque não centralizamos esforços para pelo menos prover água de qualidade a nossa população?
Respondo, por que tratar água e dar condições humanas dignas não gera "teoricamente" desenvolvimento econômico, nem garante votos políticos, pois para garantir votos, é mais fácil e causa maior impressão às consciências inconscientemente humanas a sensação de ajuda, através da doação de consultas, receitas e remédios para doenças que poderiam muito bem ser evitadas e erradicadas, se no Brasil tivessemos água, esgoto e condições sanitárias mínimas para o bem-estar e a saúde da população.
Apesar de defender a acadêmia, a pesquisa e o ensino, ainda tão defasado e carente no Brasil, nossos resultados continuam permanecendo no laboratório, mesa e gaveta de seus pesquisadores.
Vamos lá Dilma, erradicar a pobreza não é só gerar empregos, mas garantir infra-estrutura básica mínima para a população.
Quero ver esta revolução neste país maravilha ainda construído sobre escombros e lixo da vergonha e falta de moral e ética do nosso sistema político.
Sabemos que no Brasil as doeças que mais matam são as associadas ao consumo de água poluida/contaminada, então porque não centralizamos esforços para pelo menos prover água de qualidade a nossa população?
Respondo, por que tratar água e dar condições humanas dignas não gera "teoricamente" desenvolvimento econômico, nem garante votos políticos, pois para garantir votos, é mais fácil e causa maior impressão às consciências inconscientemente humanas a sensação de ajuda, através da doação de consultas, receitas e remédios para doenças que poderiam muito bem ser evitadas e erradicadas, se no Brasil tivessemos água, esgoto e condições sanitárias mínimas para o bem-estar e a saúde da população.
Apesar de defender a acadêmia, a pesquisa e o ensino, ainda tão defasado e carente no Brasil, nossos resultados continuam permanecendo no laboratório, mesa e gaveta de seus pesquisadores.
Vamos lá Dilma, erradicar a pobreza não é só gerar empregos, mas garantir infra-estrutura básica mínima para a população.
Quero ver esta revolução neste país maravilha ainda construído sobre escombros e lixo da vergonha e falta de moral e ética do nosso sistema político.
Reuso da água residencial
Dica do diapor Kelsang Jangchub Marcelo Langer, terça, 4 de janeiro de 2011 às 16:03
Reduzir o consumo de água. Esta na hora da engenharia e arquitetura implantar definitivamente nas casas e demais edificações o sistema de reuso das águas de chuveiro, pia de banheiro, tanque e máquina de lavar roupas. Com certeza economizariamos muito deste recurso cada dia mais escasso e caro. Além, obviamente da coleta e uso da água da chuva em diversas formas.
Também o uso de sistemas de filtro para as pias da cozinha, além de separar o óleo da água, possibilitaria a reutilização desta água em outras atividades. Com as novas visões tecnológicas, tudo é possível, só é preciso pensarmos. Afinal fizemos coisas muito maiores: ir ao espaço, celular, internet, etc., porque nao conseguiriamos criar sistemas de filtragem e separação de gorduras e purificação da água em residencias e edificações, mesmo porque já o fazemos em sistemas industriais, criando os ciclos fechados de consumo de água.
Alias, esta tudo ai, apenas os cursos de engenharia civil e arquitetura é que ainda nao geraram inovações em seus curriculos para incluir o desenvolvimento de tecnologias sustentaveis, limpas e renováveis.
Já está na hora de mudar a forma de ensino nesta nova concepção de mundo em que vivemos.
Reduzir o consumo de água. Esta na hora da engenharia e arquitetura implantar definitivamente nas casas e demais edificações o sistema de reuso das águas de chuveiro, pia de banheiro, tanque e máquina de lavar roupas. Com certeza economizariamos muito deste recurso cada dia mais escasso e caro. Além, obviamente da coleta e uso da água da chuva em diversas formas.
Também o uso de sistemas de filtro para as pias da cozinha, além de separar o óleo da água, possibilitaria a reutilização desta água em outras atividades. Com as novas visões tecnológicas, tudo é possível, só é preciso pensarmos. Afinal fizemos coisas muito maiores: ir ao espaço, celular, internet, etc., porque nao conseguiriamos criar sistemas de filtragem e separação de gorduras e purificação da água em residencias e edificações, mesmo porque já o fazemos em sistemas industriais, criando os ciclos fechados de consumo de água.
Alias, esta tudo ai, apenas os cursos de engenharia civil e arquitetura é que ainda nao geraram inovações em seus curriculos para incluir o desenvolvimento de tecnologias sustentaveis, limpas e renováveis.
Já está na hora de mudar a forma de ensino nesta nova concepção de mundo em que vivemos.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Sacolas Plasticas e um exemplo de ação social participativa
Sacolas Plásticas e um exemplo de ação social participativa.
O mundo está cada vez mais alarmado e sensibilizado em relação a problemáticas das sacolas plásticas que recebemos no comércio. Além de serem produzidas a partir de derivados petroquímicos, e utilizarem uma gama de recursos naturais em seus processos produtivos diretos e indiretos (luz, água, energia, calor, resfriamento, etc.) também geram resíduos substanciais, tintas, restos (aparas de plástico), produtos químicos, colas, etc., contaminantes e tóxicos ao meio ambiente e saúde humana.
Quando lançadas ao meio ambiente sem controle, estas sacolas podem causar, riscos e danos sociais e ambientais e os seus potenciais de dados e impactos possíveis na paisagem ambiental, a qualidade de vida do Homem, provocando entupimentos nas redes de esgotos e provando enchentes diversas, além de que, quando chegam aos rios e mares, podem ser ingeridas pelos animais e peixes, com consequências dramáticas.
Aqui no Brasil temos alguns exemplos de tentativas para eliminá-las de nossas vidas e dos seus riscos e danos ambientais. Na pequena cidade do Oeste Catarinense, Xanxerê, em 2009 foi implantada uma política municipal que deveria servir de exemplo para a Nação e o Mundo.
Naquele ano, uma ação integrada entre Governo Municipal, Sociedade e Comércio, erradicou as sacolas plásticas descartáveis dos supermercados. Desde então foram eliminadas aproximadamente mais de 1 milhão por mês destas sacolas.
Fiz uma experiência aqui em minha casa, desde junho comprei sacolas retornáveis, aquelas que eu levo para o supermercado e padaria, e então em menos de 2 meses eliminei as sacolas plásticas descartáveis da minha casa.
Infelizmente algumas vezes como vou ao supermercado e padaria quando venho da rua, acabo utilizando estas sacolas descartáveis, mas posso dizer que já tem alguns meses que aquele novo utensílio de cozinha - o famoso "puxa-sacos" está vazio.
O que me faz perceber o seguinte:
- as ações para diminuir os problemas ambientais são e continuarão sendo individuais;
- é possível mudarmos nossas atividades e comportamentos;
- a sensação de contribuir efetivamente e não só teoricamente é realmente muito gratificante;
- se uma cidade como Xanxerê, com menos de 40 mil habitantes conseguiu desenvolver uma política publica e fazer com que seus munícipes participassem e participem efetivamente desta campanha ambiental, então é possível, que outras cidades e países façam o mesmo. BASTA QUERER.
- essa ação das sacolas plásticas em Xanxerê, levou a muitas outras mudanças no município, por exemplo, ali nesse município, os pedestres utilizam a faixa para atravessar as ruas e assim que nelas pisam, são respeitados e imediatamente os motoristas param para a sua travessia segura, a exemplo do que acontece em algumas cidades da Europa (e não foi necessário campanhas milionárias na TV e nos meios de comunicação), e também nessa Cidade, pode-se ver a construção e aplicação verdadeira e efetiva da Agenda 21.
O que aconteceu ali? Porque a cidade esta se diferenciando?
Bem, pode-se dizer que houve ali a aplicação do princípio da Participação Social, do desenvolvimento do sentido de "Pertencimento", onde o cidadão foi chamado não só para contribuir e pagar impostos, mas para tomar decisões coletivas, integradas, participativas e verdadeiramente democráticas. Não esquecendo a função do técnico e profissional, que atua no sentido de orientar, esclarecer e auxiliar a decisão da comunidade.
Xanxerê - vale a pena você conhecer este exemplo socioambiental, que vem também desenvolvendo tecnologias.
Pois ali não há mais sacolas plásticas, e essa determinação socioambiental, primeiro com a implantação da Agenda 21 e depois as demais ações ambientais que vem sendo implantadas pelo município e região, fizeram surgir novas políticas, novas culturas e também desenvolvimento econômico regional, pois pode-se encontrar no município empresas inovadoras de tecnologia, como por exemplo, empresa de reciclagem de plástico, blocos de construção civil com uso de matéria-prima alternativa, biodigestores rurais, universidade com um dos primeiros cursos de engenharia bioenergética do Brasil, além de outras inovações.
Esse município tem muito a fazer, ainda está longe de um modelo ideal, tem muitos agravantes sociais, ambientais, econômicos e tecnológicos, contudo, diferente de muitos outros municípios brasileiros e mundiais, está no caminho correto.
Neste exemplo, podemos perceber o conceito de sustentabilidade sendo aplicado e o que é mais importante, sendo desenvolvido. E desenvolvido da forma que deve ser: com a participação efetiva da comunidade e de modo não elitista.
Assim, acredito que é possível eliminarmos as sacolas plásticas e outros produtos que afetam negativamente o meio ambiente. Através de ações conjuntas entre as partes que compõem uma sociedade. Mas acima de tudo com o desejo individual de querer mudar.
O mundo está cada vez mais alarmado e sensibilizado em relação a problemáticas das sacolas plásticas que recebemos no comércio. Além de serem produzidas a partir de derivados petroquímicos, e utilizarem uma gama de recursos naturais em seus processos produtivos diretos e indiretos (luz, água, energia, calor, resfriamento, etc.) também geram resíduos substanciais, tintas, restos (aparas de plástico), produtos químicos, colas, etc., contaminantes e tóxicos ao meio ambiente e saúde humana.
Quando lançadas ao meio ambiente sem controle, estas sacolas podem causar, riscos e danos sociais e ambientais e os seus potenciais de dados e impactos possíveis na paisagem ambiental, a qualidade de vida do Homem, provocando entupimentos nas redes de esgotos e provando enchentes diversas, além de que, quando chegam aos rios e mares, podem ser ingeridas pelos animais e peixes, com consequências dramáticas.
Aqui no Brasil temos alguns exemplos de tentativas para eliminá-las de nossas vidas e dos seus riscos e danos ambientais. Na pequena cidade do Oeste Catarinense, Xanxerê, em 2009 foi implantada uma política municipal que deveria servir de exemplo para a Nação e o Mundo.
Naquele ano, uma ação integrada entre Governo Municipal, Sociedade e Comércio, erradicou as sacolas plásticas descartáveis dos supermercados. Desde então foram eliminadas aproximadamente mais de 1 milhão por mês destas sacolas.
Fiz uma experiência aqui em minha casa, desde junho comprei sacolas retornáveis, aquelas que eu levo para o supermercado e padaria, e então em menos de 2 meses eliminei as sacolas plásticas descartáveis da minha casa.
Infelizmente algumas vezes como vou ao supermercado e padaria quando venho da rua, acabo utilizando estas sacolas descartáveis, mas posso dizer que já tem alguns meses que aquele novo utensílio de cozinha - o famoso "puxa-sacos" está vazio.
O que me faz perceber o seguinte:
- as ações para diminuir os problemas ambientais são e continuarão sendo individuais;
- é possível mudarmos nossas atividades e comportamentos;
- a sensação de contribuir efetivamente e não só teoricamente é realmente muito gratificante;
- se uma cidade como Xanxerê, com menos de 40 mil habitantes conseguiu desenvolver uma política publica e fazer com que seus munícipes participassem e participem efetivamente desta campanha ambiental, então é possível, que outras cidades e países façam o mesmo. BASTA QUERER.
- essa ação das sacolas plásticas em Xanxerê, levou a muitas outras mudanças no município, por exemplo, ali nesse município, os pedestres utilizam a faixa para atravessar as ruas e assim que nelas pisam, são respeitados e imediatamente os motoristas param para a sua travessia segura, a exemplo do que acontece em algumas cidades da Europa (e não foi necessário campanhas milionárias na TV e nos meios de comunicação), e também nessa Cidade, pode-se ver a construção e aplicação verdadeira e efetiva da Agenda 21.
O que aconteceu ali? Porque a cidade esta se diferenciando?
Bem, pode-se dizer que houve ali a aplicação do princípio da Participação Social, do desenvolvimento do sentido de "Pertencimento", onde o cidadão foi chamado não só para contribuir e pagar impostos, mas para tomar decisões coletivas, integradas, participativas e verdadeiramente democráticas. Não esquecendo a função do técnico e profissional, que atua no sentido de orientar, esclarecer e auxiliar a decisão da comunidade.
Xanxerê - vale a pena você conhecer este exemplo socioambiental, que vem também desenvolvendo tecnologias.
Pois ali não há mais sacolas plásticas, e essa determinação socioambiental, primeiro com a implantação da Agenda 21 e depois as demais ações ambientais que vem sendo implantadas pelo município e região, fizeram surgir novas políticas, novas culturas e também desenvolvimento econômico regional, pois pode-se encontrar no município empresas inovadoras de tecnologia, como por exemplo, empresa de reciclagem de plástico, blocos de construção civil com uso de matéria-prima alternativa, biodigestores rurais, universidade com um dos primeiros cursos de engenharia bioenergética do Brasil, além de outras inovações.
Esse município tem muito a fazer, ainda está longe de um modelo ideal, tem muitos agravantes sociais, ambientais, econômicos e tecnológicos, contudo, diferente de muitos outros municípios brasileiros e mundiais, está no caminho correto.
Neste exemplo, podemos perceber o conceito de sustentabilidade sendo aplicado e o que é mais importante, sendo desenvolvido. E desenvolvido da forma que deve ser: com a participação efetiva da comunidade e de modo não elitista.
Assim, acredito que é possível eliminarmos as sacolas plásticas e outros produtos que afetam negativamente o meio ambiente. Através de ações conjuntas entre as partes que compõem uma sociedade. Mas acima de tudo com o desejo individual de querer mudar.
Biodiesel: Uma questão ambiental ou política? 03/01/2010
Texto publicado no Jornal Folha Regional de Xanxerê, SC.
A Lei 9.478 de 06 de agosto de 1997 publicada no Diário da União (DU 07/08/97) criou a Agência Nacional do Petróleo com as atribuições de regular, controlar e fiscalizar as atividades da indústria do petróleo. Durante o ano de 2004, o governo sancionou a Lei que dispõe sobre a comercialização de energia elétrica alterando diversas Leis.
Em meados de janeiro de 2005, o então presidente Luis Inácio Lula da Silva, aprovou a Lei 11.097, a qual alterava outras Leis e introduzia o Biodiesel na matriz energética brasileira. Essa Lei fixa 5% em volume e percentual mínimo de adição do biodiesel ao óleo diesel mineral comercializado ao consumidor final; também estabelece que o prazo para a introdução do biodiesel na matriz é de oito anos, quando se tornará obrigatória a adição de no mínimo 2% de biodiesel ao diesel mineral.
Após este período o DU publicou inúmeros Decretos, Portarias e Resoluções de regulamentação quanto à comercialização e obrigatoriedade do uso de biodiesel em derivados de petróleo no país. No entanto, percebe-se que, até a presente data, pouco se tem feito para a efetivação da referida legislação, ou, para aprimorar as ações em prol da aplicação definitiva sobre o Biodiesel no Brasil.
Tem-se a impressão que interesses obscuros estão por trás das pesquisas e investimentos que buscam aprimorar o desenvolvimento imediato do nosso biodiesel. Tendo em vista, que o próprio governo não tem a capacidade política e econômica de incentivo para ajudar o produtor a impulsionar a produção e comercialização em larga escala de culturas agrícolas que sirvam a produção de biodiesel.
Também, não se pode deixar de pensar nas intervenções internacionais, da qual, a demanda por energias limpas é crescente a cada ano que passa, o que com certeza, hoje, faz com que se diminuam as pesquisas brasileiras, visando apenas o lucro, fazendo assim, com que estas andem a passo de tartaruga. Ressaltando, que, se o barril de petróleo mantiver-se no preço atual não haverá chance de avançar de forma mais rápida e efetiva nas pesquisas científicas que envolvem a Bioenergia.
Dentro desta visão deve-se ainda enfatizar que a ampliação de agroenergias, como biodiesel, promoverá o aumento dos investimentos no país, gerando emprego, renda, desenvolvimento regional econômico e tecnológico, a diminuição dos impactos ambientais causados pelo uso de combustíveis fósseis – petróleo e seus derivados. Além de gerar pólos regionais e incentivos financeiros para criação de indústrias nas cidades que cultivam a matéria-prima para esse fim.
Sobre tudo, as perguntas que não querem calar são: Até quando o Brasil vai esperar para assumir esta tecnologia de energia limpa como uma fonte de renda e de solução Socioambiental Brasileira? E, a quem realmente interessa a morosidade na aplicação da Legislação atual?
Xanxerê e Região enquadram-se nos conceitos e programas Nacionais para o desenvolvimento da Agroenergia e Energia Limpas. Contudo é necessário um pensamento integral, envolvendo políticos, universidades, produtores rurais e industriais, além de garantir a participação da própria sociedade Xanxerense nessa discussão e formatação de um novo modelo de desenvolvimento regional, sustentável, limpo e que pode servir de exemplo nacional.
Este artigo foi elaborado pela acadêmica Luciulla Colatto do Curso de Engenharia Bioenergética da Unoesc campus Xanxerê, sob orientação e revisão do Prof. Marcelo Langer.
A Lei 9.478 de 06 de agosto de 1997 publicada no Diário da União (DU 07/08/97) criou a Agência Nacional do Petróleo com as atribuições de regular, controlar e fiscalizar as atividades da indústria do petróleo. Durante o ano de 2004, o governo sancionou a Lei que dispõe sobre a comercialização de energia elétrica alterando diversas Leis.
Em meados de janeiro de 2005, o então presidente Luis Inácio Lula da Silva, aprovou a Lei 11.097, a qual alterava outras Leis e introduzia o Biodiesel na matriz energética brasileira. Essa Lei fixa 5% em volume e percentual mínimo de adição do biodiesel ao óleo diesel mineral comercializado ao consumidor final; também estabelece que o prazo para a introdução do biodiesel na matriz é de oito anos, quando se tornará obrigatória a adição de no mínimo 2% de biodiesel ao diesel mineral.
Após este período o DU publicou inúmeros Decretos, Portarias e Resoluções de regulamentação quanto à comercialização e obrigatoriedade do uso de biodiesel em derivados de petróleo no país. No entanto, percebe-se que, até a presente data, pouco se tem feito para a efetivação da referida legislação, ou, para aprimorar as ações em prol da aplicação definitiva sobre o Biodiesel no Brasil.
Tem-se a impressão que interesses obscuros estão por trás das pesquisas e investimentos que buscam aprimorar o desenvolvimento imediato do nosso biodiesel. Tendo em vista, que o próprio governo não tem a capacidade política e econômica de incentivo para ajudar o produtor a impulsionar a produção e comercialização em larga escala de culturas agrícolas que sirvam a produção de biodiesel.
Também, não se pode deixar de pensar nas intervenções internacionais, da qual, a demanda por energias limpas é crescente a cada ano que passa, o que com certeza, hoje, faz com que se diminuam as pesquisas brasileiras, visando apenas o lucro, fazendo assim, com que estas andem a passo de tartaruga. Ressaltando, que, se o barril de petróleo mantiver-se no preço atual não haverá chance de avançar de forma mais rápida e efetiva nas pesquisas científicas que envolvem a Bioenergia.
Dentro desta visão deve-se ainda enfatizar que a ampliação de agroenergias, como biodiesel, promoverá o aumento dos investimentos no país, gerando emprego, renda, desenvolvimento regional econômico e tecnológico, a diminuição dos impactos ambientais causados pelo uso de combustíveis fósseis – petróleo e seus derivados. Além de gerar pólos regionais e incentivos financeiros para criação de indústrias nas cidades que cultivam a matéria-prima para esse fim.
Sobre tudo, as perguntas que não querem calar são: Até quando o Brasil vai esperar para assumir esta tecnologia de energia limpa como uma fonte de renda e de solução Socioambiental Brasileira? E, a quem realmente interessa a morosidade na aplicação da Legislação atual?
Xanxerê e Região enquadram-se nos conceitos e programas Nacionais para o desenvolvimento da Agroenergia e Energia Limpas. Contudo é necessário um pensamento integral, envolvendo políticos, universidades, produtores rurais e industriais, além de garantir a participação da própria sociedade Xanxerense nessa discussão e formatação de um novo modelo de desenvolvimento regional, sustentável, limpo e que pode servir de exemplo nacional.
Este artigo foi elaborado pela acadêmica Luciulla Colatto do Curso de Engenharia Bioenergética da Unoesc campus Xanxerê, sob orientação e revisão do Prof. Marcelo Langer.
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