Artigo publicado no Jornal Folha Regional de Xanxerê, SC.
Para garantir a qualidade e consumo do biodiesel é necessário estabelecer padrões de qualidade e normas de uso, evitando assim conflitos econômicos.
No Brasil, o biodiesel deve atender às especificações estabelecidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em sua Resolução ANP n° 07/2008.
No Brasil, a Lei 11097/05 instituiu na obrigatoriedade da adição de 2% de biodiesel ao diesel (mistura B2) a partir de 2008 e torna obrigatórias as misturas de 5% até 2013.
O Conselho Nacional de Políticas Energéticas (CNPE), através de sua Resolução nº 2/2008, tornou obrigatória a adição de 3% de biodiesel ao diesel (mistura B3) a partir de 2008. Em 2009, o governo federal anunciou o aumento da mistura obrigatória de B3 para B4 e a antecipou o uso de B5 para 2010.
Esta medida, além de fortalecer a indústria nacional e reduzir a participação do diesel na matriz energética nacional, visa também escoar a produção nacional de biodiesel. As especificações do B100, a ser misturado com o diesel, são estabelecidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), através da Resolução nº 07 de 2008 (RANP 07/08) que substituiu a Resolução nº 42 de 2004, tornando os critérios de avaliação da qualidade do biodiesel brasileiro mais restritivo.
Os padrões de qualidades presentes nesta resolução foram constituídos com base nas normas ASTM D6751 e EN 14214. A mistura óleo diesel/biodiesel tem sua especificação estabelecida pela resolução ANP 15/2006. As políticas públicas mais recentes de estímulo aos biocombustíveis estão no Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB). A mistura B3, gerou ao país uma economia anual de cerca de US$ 976 milhões e estima-se que a implementação do mercado de biodiesel já gerou cerca de 600 mil postos de trabalho somente no campo.
Em termos nacionais o país possui várias vantagens para o biodiesel, pois possui diversificação da matriz energética, políticas econômicas, desenvolvimento regional e território.
O biodiesel em si também possui vantagens econômicas, sociais e ambientais que justificam o seu uso. Sua adição ao diesel resulta em benefícios como a diminuição das emissões dos principais gases do efeito estufa, como o CO2 (dióxido de carbono), os compostos de enxofre e baixo teor de emissão de CO2.
O biodiesel também oferece vantagens sócio-econômicas, pois, atua como elemento regulador do mercado de óleos vegetais; gera empregos; contribui para a fixação do homem no campo; propicia a movimentação de economias locais e regionais; seja na etapa agrícola ou na indústria de bens e serviços; evita evasão de recursos pela importação de diesel de petróleo; além da vantagem de poder ser produzido com uma tecnologia simples; fácil de ser transferida para o setor produtivo. Por estas razões, este biocombustível apresenta-se como uma alternativa viável para a substituição total ou parcial do diesel de petróleo e capaz de ampliar o desenvolvimento regional.
Este artigo foi elaborado pela acadêmica de Engenharia Bionergética da Unoesc Campus Xanxerê, sob a orientação e revisão do Prof. Marcelo Langer.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Linhas de crédito para agricultura energética 21/12/2010
Artigo publicado no Jornal Folha Regional de Xanxerê, SC.
O Brasil acumulou vasta experiência no desenvolvimento de uma pujante agroindústria, em que um dos paradigmas é justamente a agroindústria de etanol, reconhecida como a mais eficiente do mundo. As principais vantagens do Brasil em relação a outros países são: a vasta extensão de terras para produção e o clima tropical favorável.
Notoriamente a agricultura de energia representa um papel fundamental no desenvolvimento do país. Fato que motivou o governo a criar o Plano Nacional de Agroenergia, que se encontra em sua segunda edição. Entre os principais objetivos do plano estão o desenvolvimento e pesquisa de novas tecnologias e aproveitamento do solo; regulamentação das áreas de plantio; incentivo financeiro para desenvolvimento do setor; aumento da participação de energias renováveis na matriz energética; e, geração de empregos.
O suporte financeiro baseia-se em fontes variadas como as fontes orçamentárias do Tesouro Nacional; do Fundo Nacional de Pesquisa em Agroenergia; do orçamento das parcerias constitutivas; dos recursos captados por projetos; dos recursos dos fundos setoriais ou fundos de suporte a pesquisa e de doações voluntárias; vendas de serviços e projetos; royalties; e outros de iniciativa internacional.
Para o desenvolvimento e implantação dos projetos voltados ao segmento de agroenergia o maior financiador nacional é o BNDES que disponibiliza recursos através do PROESCO (Apoio a Projetos de Eficiência Energética). As condições de juros e formas de parcelamento são bastante atrativas, dado que o BNDES financia até 80% dos itens financiáveis e com uma taxa de juros de apenas 0,9% ao ano. Vale ressaltar o prazo máximo de execução do projeto que é de 72 meses, incluindo o prazo de 24 meses de carência.
Todavia é importante ver o outro lado da moeda. O governo está investindo significativamente no setor através de subsídios entregues diretamente aos investidores, que por sua vez optam por um acompanhamento técnico privado ou do governo como a Embrapa. É possível que governo financie projetos que se tornem patentes privadas, não beneficiando o restante do setor. Outro ponto crucial é a regulamentação da agricultura de energia. Com as facilidades em obter créditos para o setor, existe a possibilidade de um desequilíbrio entre a produção de alimentos e a agroenergia, e isso acontece porque o Brasil ainda não possui um marco regulatório para as fontes de energias renováveis e produção de biocombustíveis.
As linhas de crédito desenvolvem o setor de maneira considerável e são muito importantes para o país, mas é importante considerar as reações em cadeia que podem ocorrer mediante a facilitação de financiamentos, e por isso é necessária muita prudência, apesar de toda a viabilidade econômica deste setor para o Brasil.
Este artigo foi elaborado pelo acadêmico Patrick Cenci Pagliari do curso de Engenharia Bioenergética da Unoesc Campus Xanxerê, sob a orientação e revisão do Prof. Marcelo Langer.
O Brasil acumulou vasta experiência no desenvolvimento de uma pujante agroindústria, em que um dos paradigmas é justamente a agroindústria de etanol, reconhecida como a mais eficiente do mundo. As principais vantagens do Brasil em relação a outros países são: a vasta extensão de terras para produção e o clima tropical favorável.
Notoriamente a agricultura de energia representa um papel fundamental no desenvolvimento do país. Fato que motivou o governo a criar o Plano Nacional de Agroenergia, que se encontra em sua segunda edição. Entre os principais objetivos do plano estão o desenvolvimento e pesquisa de novas tecnologias e aproveitamento do solo; regulamentação das áreas de plantio; incentivo financeiro para desenvolvimento do setor; aumento da participação de energias renováveis na matriz energética; e, geração de empregos.
O suporte financeiro baseia-se em fontes variadas como as fontes orçamentárias do Tesouro Nacional; do Fundo Nacional de Pesquisa em Agroenergia; do orçamento das parcerias constitutivas; dos recursos captados por projetos; dos recursos dos fundos setoriais ou fundos de suporte a pesquisa e de doações voluntárias; vendas de serviços e projetos; royalties; e outros de iniciativa internacional.
Para o desenvolvimento e implantação dos projetos voltados ao segmento de agroenergia o maior financiador nacional é o BNDES que disponibiliza recursos através do PROESCO (Apoio a Projetos de Eficiência Energética). As condições de juros e formas de parcelamento são bastante atrativas, dado que o BNDES financia até 80% dos itens financiáveis e com uma taxa de juros de apenas 0,9% ao ano. Vale ressaltar o prazo máximo de execução do projeto que é de 72 meses, incluindo o prazo de 24 meses de carência.
Todavia é importante ver o outro lado da moeda. O governo está investindo significativamente no setor através de subsídios entregues diretamente aos investidores, que por sua vez optam por um acompanhamento técnico privado ou do governo como a Embrapa. É possível que governo financie projetos que se tornem patentes privadas, não beneficiando o restante do setor. Outro ponto crucial é a regulamentação da agricultura de energia. Com as facilidades em obter créditos para o setor, existe a possibilidade de um desequilíbrio entre a produção de alimentos e a agroenergia, e isso acontece porque o Brasil ainda não possui um marco regulatório para as fontes de energias renováveis e produção de biocombustíveis.
As linhas de crédito desenvolvem o setor de maneira considerável e são muito importantes para o país, mas é importante considerar as reações em cadeia que podem ocorrer mediante a facilitação de financiamentos, e por isso é necessária muita prudência, apesar de toda a viabilidade econômica deste setor para o Brasil.
Este artigo foi elaborado pelo acadêmico Patrick Cenci Pagliari do curso de Engenharia Bioenergética da Unoesc Campus Xanxerê, sob a orientação e revisão do Prof. Marcelo Langer.
Economizando energia - Saving energy
O uso e consumo de energia pode causar danos ao meio ambiente de forma direta com a emissão de gases, afetar o equilíbrio geomorfologico, geração de resíduos, etc. quando a fonte energética é o petroleo e seus derivados e indireta alagamento de áreas, perdas de biodiversidade, afetar a rota migratória de aves e outros animais, destruir a beleza cênica de locais naturais, geração de resíduos, poluição visual, etc. quando a fonte é hidroelétrica, eólica, solar. Além de riscos ambientais que outras fontes energéticas nos proporcionam - Usina nuclear. Diminuir o consumo de energia ajuda a reduzir a necessidade de alteração ambiental e contribui para a diminuição de catastrofes climáticas mundiais. Estima-se que até 2050 mais de 1 milhão de pessoas morreram de causas ambientais. Assim, se desligarmos a função "stand by" dos aparelhos eletrodomésticos, diminuirmos o uso do ar condicionado, acendermos luzes somente quando houver real necessidade, poderemos diminuir em mais de 35% nosso consumo energético. O que é bom para o meio ambiente e principalmente bom para a nossa saúde financeira.
The use and consume of energy could cause many environmental damages, directly and indirectly speaking. As a direct harm are the emissions of greenhause gases, injurying the geomorphologic balance, generating waste and rubbish and so forth when the energy source is the petrol and its products. As an indirect problem we can find out the overflooded areas, loss of biodiversity, interference on birds and other animals migration route, destruction of landscape natural beauty, generation of rubbish, visual polution and so forth when the source of energy is hydroeletric, wind and solar unit power. Besides the environmental riscs other source of energy could provide, such as Nuclear Unit Power. Diminishing the consume of energy on our lifes helps the world energy need that cause environmental changes and also can contribute do take down many of world environmental disaters. It has being saying by researches and technicals that up to 2050 more than 1 million people will die from environmental causes and its disorders. So, by switching off the stand by function on our eletronics, using less airconditioner and switch lights on only when we really need them, we can save over 35% on our energy bills. That is good for our environment and better for our cash account.
The use and consume of energy could cause many environmental damages, directly and indirectly speaking. As a direct harm are the emissions of greenhause gases, injurying the geomorphologic balance, generating waste and rubbish and so forth when the energy source is the petrol and its products. As an indirect problem we can find out the overflooded areas, loss of biodiversity, interference on birds and other animals migration route, destruction of landscape natural beauty, generation of rubbish, visual polution and so forth when the source of energy is hydroeletric, wind and solar unit power. Besides the environmental riscs other source of energy could provide, such as Nuclear Unit Power. Diminishing the consume of energy on our lifes helps the world energy need that cause environmental changes and also can contribute do take down many of world environmental disaters. It has being saying by researches and technicals that up to 2050 more than 1 million people will die from environmental causes and its disorders. So, by switching off the stand by function on our eletronics, using less airconditioner and switch lights on only when we really need them, we can save over 35% on our energy bills. That is good for our environment and better for our cash account.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Globalização Livre e devastadora 13/12/2010
Artigo publicado no Jornal Folha Regional de Xanxerê, SC.
O mercado mundial tem adotado uma política econômica neoliberal que visa o livre comércio entre as nações. Os avanços tecnológicos determinaram o fim das fronteiras mercantis no Planeta. Facilmente podemos importar ou exportar produtos de qualquer parte e para qualquer parte do Globo. Esta é a era da Globalização.
Esta globalização ou ideologia neoliberal previa que ao longo do tempo a economia se estabilizaria se não houvesse interferência estatal, pois, o estado a desestabiliza à medida que controla os preços, criando incentivos fiscais, tarifas de importação e exportação e subsidiando sua produção.
Por outro lado a não intervenção do estado no setor econômico, daria as empresas poder total sobre o mercado, estas passariam a crescer cada vez mais e obteriam lucros maiores do que o PIB de alguns países; tal fato já ocorre há anos. Das 100 maiores potências financeiras mundiais 29 são empresas privadas; supõe-se que o crescimento ainda maior dessas “superpotências” pode desestabilizar o poder e reduzir a força da única atenuante atualmente oferecida aos menos favorecidos no regime capitalista, a proteção do estado.
Esta política econômica tende a favorecer empresas multinacionais a atuarem em países subdesenvolvidos, controlando mercados antes pertencentes ao respectivo país, tomando a força de produção e matéria-prima para gerar lucros a um país estrangeiro. Outro aspecto deste sistema “neocolonial” é a privatização de empresas estatais e serviços públicos; reduzindo a qualidade de vida, salários e segurança dos trabalhadores, tratando-os como descartáveis à medida que não se adaptam às suas novas políticas, e assim a ordem e a submissão são então mantidas. Apoiadas sobre altos níveis de pobreza e desemprego, que enfraquece os sindicatos e controlam os trabalhadores devido ao grande “estoque” de mão-de-obra disponível, a globalização e o desenvolvimento econômico mundial dos países desenvolvidos estão garantidos.
Os efeitos do neoliberalismo no setor florestal brasileiro, são percebidos através da grande quantidade de investimentos externos feitos ao longo dos anos, sem restrições, sem intervenção do estado, permitindo que forças externas ditem as regras do mercado, manipulem preços e oferta; esta política vem aos poucos esmagando o mercado nacional florestal, a madeira sofreu grande desvalorização, as exportações diminuíram com a crise internacional e as políticas cambiais, levando muitas empresas do setor a fechar suas portas.
É dever de o Estado garantir a sobrevivência de seu sistema industrial, o pleno emprego, a igualdade, a equidade, os direitos trabalhistas, o bem-estar social e o crescimento econômico sustentável do país, mas de que modo isso será feito? Se abrirmos as portas aos velhos oportunistas parasitas, que, abocanhando aqui e ali, aos poucos vão levando todos os nossos recursos naturais, que são limitados e preciosos, tornando-se cada vez mais ricos a medida que nos tornamos cada vez mais pobres.
Atualmente o setor florestal vem se fortalecendo com a entrada de recursos provenientes de Fundos Internacionais de Pensão que têm nas atividades florestais um retorno garantido acima das taxas de retorno de investimentos econômicos em seus países de origem. Contudo, é necessário muito cuidado, pois este desenvolvimento sem critério pode intensificar o atual estádio de degradação ambiental e empobrecimento nacional. Uma pena que neste Governo e no próximo as questões ambientais e sociais, sirvam apenas aos objetivos econômicos e não de fato, as necessidades da população.
Este artigo foi elaborado pelo acadêmico André Antunes Pires do curso de Engenharia Florestal da Unoesc Campus Xanxerê, sob a orientação e revisão do Prof. Marcelo Langer
O mercado mundial tem adotado uma política econômica neoliberal que visa o livre comércio entre as nações. Os avanços tecnológicos determinaram o fim das fronteiras mercantis no Planeta. Facilmente podemos importar ou exportar produtos de qualquer parte e para qualquer parte do Globo. Esta é a era da Globalização.
Esta globalização ou ideologia neoliberal previa que ao longo do tempo a economia se estabilizaria se não houvesse interferência estatal, pois, o estado a desestabiliza à medida que controla os preços, criando incentivos fiscais, tarifas de importação e exportação e subsidiando sua produção.
Por outro lado a não intervenção do estado no setor econômico, daria as empresas poder total sobre o mercado, estas passariam a crescer cada vez mais e obteriam lucros maiores do que o PIB de alguns países; tal fato já ocorre há anos. Das 100 maiores potências financeiras mundiais 29 são empresas privadas; supõe-se que o crescimento ainda maior dessas “superpotências” pode desestabilizar o poder e reduzir a força da única atenuante atualmente oferecida aos menos favorecidos no regime capitalista, a proteção do estado.
Esta política econômica tende a favorecer empresas multinacionais a atuarem em países subdesenvolvidos, controlando mercados antes pertencentes ao respectivo país, tomando a força de produção e matéria-prima para gerar lucros a um país estrangeiro. Outro aspecto deste sistema “neocolonial” é a privatização de empresas estatais e serviços públicos; reduzindo a qualidade de vida, salários e segurança dos trabalhadores, tratando-os como descartáveis à medida que não se adaptam às suas novas políticas, e assim a ordem e a submissão são então mantidas. Apoiadas sobre altos níveis de pobreza e desemprego, que enfraquece os sindicatos e controlam os trabalhadores devido ao grande “estoque” de mão-de-obra disponível, a globalização e o desenvolvimento econômico mundial dos países desenvolvidos estão garantidos.
Os efeitos do neoliberalismo no setor florestal brasileiro, são percebidos através da grande quantidade de investimentos externos feitos ao longo dos anos, sem restrições, sem intervenção do estado, permitindo que forças externas ditem as regras do mercado, manipulem preços e oferta; esta política vem aos poucos esmagando o mercado nacional florestal, a madeira sofreu grande desvalorização, as exportações diminuíram com a crise internacional e as políticas cambiais, levando muitas empresas do setor a fechar suas portas.
É dever de o Estado garantir a sobrevivência de seu sistema industrial, o pleno emprego, a igualdade, a equidade, os direitos trabalhistas, o bem-estar social e o crescimento econômico sustentável do país, mas de que modo isso será feito? Se abrirmos as portas aos velhos oportunistas parasitas, que, abocanhando aqui e ali, aos poucos vão levando todos os nossos recursos naturais, que são limitados e preciosos, tornando-se cada vez mais ricos a medida que nos tornamos cada vez mais pobres.
Atualmente o setor florestal vem se fortalecendo com a entrada de recursos provenientes de Fundos Internacionais de Pensão que têm nas atividades florestais um retorno garantido acima das taxas de retorno de investimentos econômicos em seus países de origem. Contudo, é necessário muito cuidado, pois este desenvolvimento sem critério pode intensificar o atual estádio de degradação ambiental e empobrecimento nacional. Uma pena que neste Governo e no próximo as questões ambientais e sociais, sirvam apenas aos objetivos econômicos e não de fato, as necessidades da população.
Este artigo foi elaborado pelo acadêmico André Antunes Pires do curso de Engenharia Florestal da Unoesc Campus Xanxerê, sob a orientação e revisão do Prof. Marcelo Langer
Estado Social e a preservação do Meio Ambiente 07/12/2010
Artigo publicado no Jornal Folha Regional de Xanxerê, SC.
A segunda guerra mundial foi caracterizada por uma grande desordem econômica na maior parte da Europa ocidental. Situação que veio a ser agravada pela queda da Bolsa de Nova York, propagando-se a todos os setores da economia, atingindo a produção tanto de alimentos quanto de matéria-prima. O mais dramático é que, dentro da economia liberal, não havia solução que parecesse capaz de resolver este problema.
Mais tarde o pensador John Maynard Keynes foi formando idéias fundamentais para que o Estado Liberal fosse se transformando, intervindo progressivamente na economia, até que se convertesse em Estado Social. Essa intervenção foi gerando mecanismos institucionais destinados a proteção dos menos aquinhoados, protegendo-os no trabalho e na velhice, assegurando-lhes ainda a saúde.
É evidente que esta experiência de conversão ficou longe de ser concluída, no terceiro mundo, onde se situa grande parte dos países da Ásia, África, América Central e do Sul e há uma nítida contradição entre o quadro social real e os textos de leis e da constituição.
No mundo em desenvolvimento, é difícil encontrarmos o estado social corretamente aplicado. Muitas das lutas políticas e dos impasses institucionais na América Latina, inclusive Brasil, não passam de esforços e tentativas, quase sempre frustradas para tornar real o que as constituições de seus respectivos países asseguram formalmente ser direito dos cidadãos. Infelizmente, na verdade se tornaram privilégio de alguns setores sociais e não de toda a população, para que então se pudesse garantir maior equidade e desenvolvimento justo.
Os atuais países que lideram o ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) apresentam políticas e ações efetivas que realmente se enquadram aos conceitos do Estado Social; enquanto os países que ocupam as posições medianas e finais deste ranking, caracterizam-se pela forte concentração de renda e desigualdade social. Onde a maioria dos recursos se encontra nas mãos de poucos, geralmente os responsáveis pelo estabelecimento e determinação de políticas econômicas e sociais.
Também se pode levar este debate para o campo ambiental, já que a conservação ambiental, desenvolvimento sustentável, globalização, sustentabilidade, tornaram-se um assunto polêmico para a sociedade. Questiona-se de quem é a responsabilidade. Já que os recursos naturais restantes no Planeta estão localizados em países em desenvolvimento, com baixa ou nenhuma capacidade econômica para preservá-los e ainda promover seu desenvolvimento socioeconômico. E os recursos econômicos necessários a esta preservação encontram-se em países desenvolvidos, que já não possuem valores naturais à preservar.
No Brasil e em nossa região, a situação é a mesma. Os poucos recursos naturais que ainda existem, encontra-se em terras de pequenos proprietários rurais, carentes economicamente. Nas mãos dos grandes proprietários rurais encontra-se o poder econômico e político, contudo em suas propriedades rurais, já não se encontram recursos naturais.
A necessidade de se preservar a natureza, os recursos naturais e as florestas estão cada dia mais evidente, devido ao homem satisfazer suas diversas necessidades com a exploração e destruição da natureza.
Podemos perceber em nosso dia-a-dia os problemas causados pelo efeito estufa, e a perspectiva é que estes problemas piorem ainda mais, pois as florestas são mecanismos de controle de temperatura do planeta e estão sendo devastadas pela ganância do Homem.
Falarmos de estado social é falarmos de preservação do meio ambiente. Sem um meio ambiente saudável não teremos qualidade de vida, não teremos justiça na distribuição dos recursos econômicos e não garantiremos o bem-estar da população nacional e mundial.
Este artigo foi elaborado pela acadêmica Edina Kunsler do curso de Engenharia Florestal da Unoesc Campus Xanxerê, sob supervisão e revisão do Prof. Marcelo Langer.
A segunda guerra mundial foi caracterizada por uma grande desordem econômica na maior parte da Europa ocidental. Situação que veio a ser agravada pela queda da Bolsa de Nova York, propagando-se a todos os setores da economia, atingindo a produção tanto de alimentos quanto de matéria-prima. O mais dramático é que, dentro da economia liberal, não havia solução que parecesse capaz de resolver este problema.
Mais tarde o pensador John Maynard Keynes foi formando idéias fundamentais para que o Estado Liberal fosse se transformando, intervindo progressivamente na economia, até que se convertesse em Estado Social. Essa intervenção foi gerando mecanismos institucionais destinados a proteção dos menos aquinhoados, protegendo-os no trabalho e na velhice, assegurando-lhes ainda a saúde.
É evidente que esta experiência de conversão ficou longe de ser concluída, no terceiro mundo, onde se situa grande parte dos países da Ásia, África, América Central e do Sul e há uma nítida contradição entre o quadro social real e os textos de leis e da constituição.
No mundo em desenvolvimento, é difícil encontrarmos o estado social corretamente aplicado. Muitas das lutas políticas e dos impasses institucionais na América Latina, inclusive Brasil, não passam de esforços e tentativas, quase sempre frustradas para tornar real o que as constituições de seus respectivos países asseguram formalmente ser direito dos cidadãos. Infelizmente, na verdade se tornaram privilégio de alguns setores sociais e não de toda a população, para que então se pudesse garantir maior equidade e desenvolvimento justo.
Os atuais países que lideram o ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) apresentam políticas e ações efetivas que realmente se enquadram aos conceitos do Estado Social; enquanto os países que ocupam as posições medianas e finais deste ranking, caracterizam-se pela forte concentração de renda e desigualdade social. Onde a maioria dos recursos se encontra nas mãos de poucos, geralmente os responsáveis pelo estabelecimento e determinação de políticas econômicas e sociais.
Também se pode levar este debate para o campo ambiental, já que a conservação ambiental, desenvolvimento sustentável, globalização, sustentabilidade, tornaram-se um assunto polêmico para a sociedade. Questiona-se de quem é a responsabilidade. Já que os recursos naturais restantes no Planeta estão localizados em países em desenvolvimento, com baixa ou nenhuma capacidade econômica para preservá-los e ainda promover seu desenvolvimento socioeconômico. E os recursos econômicos necessários a esta preservação encontram-se em países desenvolvidos, que já não possuem valores naturais à preservar.
No Brasil e em nossa região, a situação é a mesma. Os poucos recursos naturais que ainda existem, encontra-se em terras de pequenos proprietários rurais, carentes economicamente. Nas mãos dos grandes proprietários rurais encontra-se o poder econômico e político, contudo em suas propriedades rurais, já não se encontram recursos naturais.
A necessidade de se preservar a natureza, os recursos naturais e as florestas estão cada dia mais evidente, devido ao homem satisfazer suas diversas necessidades com a exploração e destruição da natureza.
Podemos perceber em nosso dia-a-dia os problemas causados pelo efeito estufa, e a perspectiva é que estes problemas piorem ainda mais, pois as florestas são mecanismos de controle de temperatura do planeta e estão sendo devastadas pela ganância do Homem.
Falarmos de estado social é falarmos de preservação do meio ambiente. Sem um meio ambiente saudável não teremos qualidade de vida, não teremos justiça na distribuição dos recursos econômicos e não garantiremos o bem-estar da população nacional e mundial.
Este artigo foi elaborado pela acadêmica Edina Kunsler do curso de Engenharia Florestal da Unoesc Campus Xanxerê, sob supervisão e revisão do Prof. Marcelo Langer.
Dica diaria para um ambiente mais saudavel - Daily tips for a healthy environment
Sabendo que um 1 litro de óleo de cozinha ou veicular contamina 1 milhão de litros de água, antes de lavar os pratos das refeições utilize o seu guardanapo de papel já utilizado para remover os restos de comida que ficaram no prato, quanto mais limpo seu prato ficar, mas limpo o meio ambiente estará. E voce ainda economizará água e dinheiro.
Knowing as a litre of a kitchen oil or even an motoroil can contaminate a million of litres of water, before to washing the meals dishes, clean all them up using an used napkin to remove all the food and oil rest remained on your dishes...better cleaned you can get it, better health and safe the environment wil be. Also it'll help you to save water and money.
Knowing as a litre of a kitchen oil or even an motoroil can contaminate a million of litres of water, before to washing the meals dishes, clean all them up using an used napkin to remove all the food and oil rest remained on your dishes...better cleaned you can get it, better health and safe the environment wil be. Also it'll help you to save water and money.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
2011 – CORRUPÇÃO, FALTA DE ÉTICA E EDUCAÇÃO CRITICA!
O Álcool é responsável pela grande maioria da violência ocorrida nas casas e lares mundiais. É responsável pela violência contra a dignidade moral das pessoas, principalmente contra as mulheres, que ainda se calam quando sofrem desta violência velada.
O Álcool não só gera agressão física, mas também a violência moral, que destrói a auto-estima de milhares de pessoas no mundo, e também promove o abuso corporal. O uso do álcool também estimula o consumo das drogas em crianças, adolescentes, jovens e adultos.
O consumo do álcool incentiva o sexo, principalmente o sexo sem instruções e proteções, além de favorecer a violência e agressão sexual e corporal. O álcool acentua os números de acidentes no transito, sentencia mortes e muitas vezes fixa vitimas a viverem em cadeiras de rodas ou a permanecerem na cama para o resto da vida.
O álcool leva a embriaguez dos sentidos, ao torpor, ao estado de letargia que leva a sociedade aceitar seus estados de miséria, injustiça, violência e serventia ao poder concentrado nas mãos de poucos.
É uma vergonha. Que no Brasil ainda vejamos na TV, em revistas e outros meios de comunicação, programas estimulando o consumo do álcool, e o pior é quando estas propagandas são promovidas por "PESSOAS" que deveriam e tem a obrigação moral e ética de desestimular e conscientizar a população ao NÃO USO DO ÁLCOOL.
Ver técnicos desportivos e atletas (referências nacionais) fazendo apologia ao uso do álcool, atrelando suas vitórias pessoais e profissionais ao álcool é uma grande vergonha nacional. Não importa que ao final deste comercial, seja veiculada a mensagem: O ministério da saúde adverte... Isso é engodo, falácia, falta de ética nacional, é promover a aceitação da corrupção e desigualdade social.
Queremos ser o país da Copa de 2014, da Olimpíada de 2016, mas como? Promovendo o consumo do álcool na TV e na mídia Nacional? Essa é a estratégia do Governo? Queremos resolver os problemas sociais brasileiros. Como?
Aceitando o reajuste salarial nacional menor do que 10%! E o reajuste salarial dos políticos superior a 60%, lembrando que estes têm auxílio à moradia, viagens, e os famosos "Jetons" - ( remuneração concedida aos políticos por sua participação/presença nas plenárias, não significa eficiência e nem produtividade, apenas presença). Por acaso temos adicionais aos salários dos trabalhadores, porque eles foram trabalhar? Que Brasil é esse?
Talvez isso tudo não esteja claro para todos nós!
Álcool, ética, moral, salários, políticos, desigualdade social, educação e ignorância!
Mas sei que o brasileiro não sabe lutar por seus direitos, não conhece seus direitos, aceita as imposições políticas - lembremos a greve e revolução que o povo Francês fez porque houve um aumento de 2 anos para o tempo de aposentadoria.
Porque nós brasileiros nos calamos diante das injustiças?
Para mim, é por que não sabemos pensar coletivamente! Sabemos somente agir individualmente. E no processo da individualização a corrupção se fortalece; toma forma; toma poder; corrompe, cria facções, exclui e destrói a dignidade humana.
Eu poderia falar de muitos outros problemas que são facilmente percebidos no nosso dia-a-dia, contudo daria para escrever um livro, mas não é o meu objetivo aqui.
Não sou contra o crescimento socioeconômico individual, como resultado de nossos esforços pessoais.
Mas sou contra as injustiças veladas, caladas e por nós aceitas, por que não sabemos agir coletivamente e sim, somente, individualmente.
Para 2011, não quero muito, apenas quero ver que o país onde minha filha esta vivendo e crescendo, seja mais justo, mais honesto, menos violento, menos corrupto. Que a infame e infeliz máxima estabelecida em 1970 por um atleta da seleção brasileira tricampeã mundial (Gerson) durante uma propaganda de cigarros: "Leve vantagem você também, certo!", seja por fim extinta neste país tão lindo e tão cheio de valores em todas as áreas do intelecto humano e meio ambiente.
Basta! Que em 2011 o nosso ano seja melhor que em 2010. E se tivermos mais ética e educação/formação critica verdadeira, isso para mim, já representará um avanço e então poderei sorrir na virada de 2012.
O Álcool não só gera agressão física, mas também a violência moral, que destrói a auto-estima de milhares de pessoas no mundo, e também promove o abuso corporal. O uso do álcool também estimula o consumo das drogas em crianças, adolescentes, jovens e adultos.
O consumo do álcool incentiva o sexo, principalmente o sexo sem instruções e proteções, além de favorecer a violência e agressão sexual e corporal. O álcool acentua os números de acidentes no transito, sentencia mortes e muitas vezes fixa vitimas a viverem em cadeiras de rodas ou a permanecerem na cama para o resto da vida.
O álcool leva a embriaguez dos sentidos, ao torpor, ao estado de letargia que leva a sociedade aceitar seus estados de miséria, injustiça, violência e serventia ao poder concentrado nas mãos de poucos.
É uma vergonha. Que no Brasil ainda vejamos na TV, em revistas e outros meios de comunicação, programas estimulando o consumo do álcool, e o pior é quando estas propagandas são promovidas por "PESSOAS" que deveriam e tem a obrigação moral e ética de desestimular e conscientizar a população ao NÃO USO DO ÁLCOOL.
Ver técnicos desportivos e atletas (referências nacionais) fazendo apologia ao uso do álcool, atrelando suas vitórias pessoais e profissionais ao álcool é uma grande vergonha nacional. Não importa que ao final deste comercial, seja veiculada a mensagem: O ministério da saúde adverte... Isso é engodo, falácia, falta de ética nacional, é promover a aceitação da corrupção e desigualdade social.
Queremos ser o país da Copa de 2014, da Olimpíada de 2016, mas como? Promovendo o consumo do álcool na TV e na mídia Nacional? Essa é a estratégia do Governo? Queremos resolver os problemas sociais brasileiros. Como?
Aceitando o reajuste salarial nacional menor do que 10%! E o reajuste salarial dos políticos superior a 60%, lembrando que estes têm auxílio à moradia, viagens, e os famosos "Jetons" - ( remuneração concedida aos políticos por sua participação/presença nas plenárias, não significa eficiência e nem produtividade, apenas presença). Por acaso temos adicionais aos salários dos trabalhadores, porque eles foram trabalhar? Que Brasil é esse?
Talvez isso tudo não esteja claro para todos nós!
Álcool, ética, moral, salários, políticos, desigualdade social, educação e ignorância!
Mas sei que o brasileiro não sabe lutar por seus direitos, não conhece seus direitos, aceita as imposições políticas - lembremos a greve e revolução que o povo Francês fez porque houve um aumento de 2 anos para o tempo de aposentadoria.
Porque nós brasileiros nos calamos diante das injustiças?
Para mim, é por que não sabemos pensar coletivamente! Sabemos somente agir individualmente. E no processo da individualização a corrupção se fortalece; toma forma; toma poder; corrompe, cria facções, exclui e destrói a dignidade humana.
Eu poderia falar de muitos outros problemas que são facilmente percebidos no nosso dia-a-dia, contudo daria para escrever um livro, mas não é o meu objetivo aqui.
Não sou contra o crescimento socioeconômico individual, como resultado de nossos esforços pessoais.
Mas sou contra as injustiças veladas, caladas e por nós aceitas, por que não sabemos agir coletivamente e sim, somente, individualmente.
Para 2011, não quero muito, apenas quero ver que o país onde minha filha esta vivendo e crescendo, seja mais justo, mais honesto, menos violento, menos corrupto. Que a infame e infeliz máxima estabelecida em 1970 por um atleta da seleção brasileira tricampeã mundial (Gerson) durante uma propaganda de cigarros: "Leve vantagem você também, certo!", seja por fim extinta neste país tão lindo e tão cheio de valores em todas as áreas do intelecto humano e meio ambiente.
Basta! Que em 2011 o nosso ano seja melhor que em 2010. E se tivermos mais ética e educação/formação critica verdadeira, isso para mim, já representará um avanço e então poderei sorrir na virada de 2012.
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