Texto publicado no Jornal Gazeta da Vizinhança de Dois Vizinhos, Paraná.
A araucária ou também conhecida como Pinheiro–do–Paraná tem grande valor cultural, econômico, social e ambiental, para a região sul do Brasil, onde sua ocorrência é natural, e em pequenas áreas em outros estados. Tendo em vista seu potencial de uso para diversas finalidades, nesta região, devido às grandes qualidades físicas e estruturais, a exploração insustentável e gananciosa levou a araucária à lista de espécies ameaçadas de extinção, causalidade esta, gerada pela exploração predatória de sua madeira por madeireiros que a cobiçam muito e também pelo consumo comercial alimentar de seus frutos e sementes.
A Araucaria angustifolia é uma espécie nativa pertencente a Floresta Umbrófila Mista, que integra o bioma da Mata Atlantica, caracteriza-se pela fisionomia alta e densa e a formação estrutural formada e um estrato superior dominado pelas arvores e um sub-bosque composto por angiospermas (arvores com frutos cobertos) e gimnospermas (arvores com frutos secos). Ocupando o dossel (parte mais alta) deste ambiente.
A floresta de araucária tem grande valor como bioindicador fisiológico de preservação já que auxilia na formação do sub-bosque, devido à sua interação intensa com a fauna local, oferecendo alimentos a pequenos animais como roedores como cotias e aves como a gralha azul nos períodos de frio, já que geralmente não há frutas nesta época, animais entre estes dispersores de sementes de diversas espécies formadoras do sub-bosque, possibilitando a dispersão não somente de sementes, mas também de pólen.
As araucárias estão geralmente dispersas dentro do bioma, o que facilita o desenvolvimento de espécies complementares a aquele ambiente, fundamental na circulação de genes e na manutenção da biodiversidade de animais e vegetais que vivem em simbiose com este bioma. Equilíbrio este quebrado devido à devastação desta floresta.
A araucária tem ainda uma grande importância como bioindicador sócio-cultural de preservação ambiental, já que devido à grande cobiça por sua madeira, indica que, estando a arvore em pé, que valores ambientais preservacionistas e conservacionistas também estão presentes naquele ambiente ocupado por ela. Além de manter viva diversas culturas humanas relacionadas à sua existência. A araucária floresce nos meses de setembro - outubro e a formação das sementes se dá vinte meses após a fecundação, abril - maio (http://www.rbma.org.br/anuario/mata_04_esp_araucaria.asp acessado em 28/02/2010).
Entretanto, a poluição urbana, o desmatamento total, a exploração e uso intensivo do solo, água e ar, estão determinando alterações significativas e talvez irreversíveis ao meio ambiente e perpetuação da vida no Planeta. Como bioindicador, ou seja, um indicador da vida, a preservação da araucária é necessária urgentemente.
As alterações climáticas estão causando desequilíbrios naturais e já podemos perceber isto de forma intensa em nossa região do Sudoeste do Paraná, pois facilmente já encontramos pinhões (que são característicos do inverno) sendo vendidos às margens de nossas rodovias regionais. Este fato é só mais uma prova de que é fundamental para comprovarmos que as atitudes humanas estão destruindo a vida no Planeta, pois esta mudança no período de floração das araucárias acarretará a quebra da cadeia produtiva de toda a natureza regional.
Empresas precisam mudar, o homem precisa mudar, nossos sistemas de vida e produção precisam ser mudados. Precisamos de pessoas, políticos, órgãos ambientais e empresas mais responsáveis e conscientes para a gestão do meio ambiente e desenvolvimento das sociedades imediatamente.
Este artigo foi elaborado pelo acadêmico Wagner de Aguiar do 9º Período de Engenharia Ambiental da Unisep, sob a orientação e revisão do Engenheiro Florestal e Prof. da Unisep Marcelo Langer.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
MATA CILIAR NA CIDADE DE DOIS VIZINHOS - PR 25/02/2010
Texto publicado no Jornal Gazeta da Vizinhança de Dois Vizinhos, Paraná.
Mata ciliar é a formação vegetal localizada nas margens dos rios, córregos, lagos, represas e nascentes. Considerada pelo Código Florestal Federal como "área de preservação permanente", com diversas funções ambientais, devendo respeitar uma extensão específica de acordo com a largura do rio, lago, represa ou nascente.
As matas ciliares são fundamentais para o equilíbrio ecológico, oferecendo proteção para as águas e o solo, reduzindo o assoreamento de rios, lagos e represas e impedindo o aporte de poluentes para o meio aquático. Formam, além disso, corredores que contribuem para a conservação da biodiversidade e fornecem alimento e abrigo para a fauna; constituem barreiras naturais contra a disseminação de pragas e doenças da agricultura, durante seu crescimento, absorvem e fixam dióxido de carbono, um dos principais gases responsáveis pelas mudanças climáticas que afetam o planeta.
Na cidade de Dois Vizinhos o uso das áreas naturais e do solo para a agricultura, pecuária, estabelecimento de comércio, indústria e loteamentos (muitos deles irregulares), contribuíram para a redução da vegetação original e estabelecimento de alto impacto e degradação ambiental. É o caso das Matas Ciliares que deveriam ser respeitadas e estar preservadas tanto no Rio Jirau Alto, quanto no Rio Dois Vizinhos. A ausência da mata ciliar faz com que a água da chuva escoe sobre a superfície, não permitindo sua infiltração e armazenamento no lençol freático, provocando lixiviação, erosão, contaminação e assoreamento dos rios.
A prefeitura de Dois Vizinhos, juntamente com o Governo Estadual, realiza projetos desde a década de 90 para recuperação das matas ciliares em nosso município, mas estas ações não serão efetivas e suficientes se continuarmos permitindo a instalação de construções civis – residências, comercio e industria as margens destes rios, e também maior grande dificuldade é a conscientização humana. Também a aceitação por parte dos agricultores e da população em geral, na questão de preservar as nossas matas ciliares é muito difícil, pois insistem em lançar seus resíduos domésticos e industriais diretamente às águas destes Rios, que abastecem o fornecimento de água para o consumo da População Duovizinhense.
A ausência ou a redução da mata ciliar pode provocar o aparecimento de pragas e doenças na lavoura, com a eliminação da mata ciliar, reduz-se a fauna e consequentemente reduz-se os inimigos naturais, permitindo o surgimento de animais e insetos peçonhentos, que antes seriam controlados por outros animais (servindo-lhes de alimento). Através da preservação da Mata pode-se controlar a proliferação destes insetos (vetores de doenças), além de evitar prejuízos econômicos às propriedades rurais e saúde humana.
O desmatamento, a instalação de construções civis e o mau uso dos recursos naturais revelam o descaso que a população e os governos, em geral, tem em relação à preservação do meio ambiente. As áreas naturais possibilitam que as espécies, tanto da flora, quanto da fauna, possa se deslocar, reproduzir e garantir a biodiversidade da região.Cabe a nós todos, a ação de mudar este cenário, atuando efetivamente junto aos governantes, exigindo-lhes decisões e políticas públicas que promovam o equilíbrio ambiental e a sustentabilidade da qualidade e bem-estar de nossas vidas. É preciso agir, precisamos efetivar o Plano Diretor, a promotoria publica precisa agir, NÃO PODEMOS CONTINUAR PERMITINDO O USO DAS MATAS CILIARES – as APPs, e devemos agir antes que soframos consequências mais graves para nossas vidas, ambiente e economia.
Este artigo foi elaborado pelo acadêmico Edson Paz de Macedo do 7º Período de Engenharia Ambiental da Unisep, sob supervisão e revisão do Prof. e Engenheiro Florestal Marcelo Langer.
Mata ciliar é a formação vegetal localizada nas margens dos rios, córregos, lagos, represas e nascentes. Considerada pelo Código Florestal Federal como "área de preservação permanente", com diversas funções ambientais, devendo respeitar uma extensão específica de acordo com a largura do rio, lago, represa ou nascente.
As matas ciliares são fundamentais para o equilíbrio ecológico, oferecendo proteção para as águas e o solo, reduzindo o assoreamento de rios, lagos e represas e impedindo o aporte de poluentes para o meio aquático. Formam, além disso, corredores que contribuem para a conservação da biodiversidade e fornecem alimento e abrigo para a fauna; constituem barreiras naturais contra a disseminação de pragas e doenças da agricultura, durante seu crescimento, absorvem e fixam dióxido de carbono, um dos principais gases responsáveis pelas mudanças climáticas que afetam o planeta.
Na cidade de Dois Vizinhos o uso das áreas naturais e do solo para a agricultura, pecuária, estabelecimento de comércio, indústria e loteamentos (muitos deles irregulares), contribuíram para a redução da vegetação original e estabelecimento de alto impacto e degradação ambiental. É o caso das Matas Ciliares que deveriam ser respeitadas e estar preservadas tanto no Rio Jirau Alto, quanto no Rio Dois Vizinhos. A ausência da mata ciliar faz com que a água da chuva escoe sobre a superfície, não permitindo sua infiltração e armazenamento no lençol freático, provocando lixiviação, erosão, contaminação e assoreamento dos rios.
A prefeitura de Dois Vizinhos, juntamente com o Governo Estadual, realiza projetos desde a década de 90 para recuperação das matas ciliares em nosso município, mas estas ações não serão efetivas e suficientes se continuarmos permitindo a instalação de construções civis – residências, comercio e industria as margens destes rios, e também maior grande dificuldade é a conscientização humana. Também a aceitação por parte dos agricultores e da população em geral, na questão de preservar as nossas matas ciliares é muito difícil, pois insistem em lançar seus resíduos domésticos e industriais diretamente às águas destes Rios, que abastecem o fornecimento de água para o consumo da População Duovizinhense.
A ausência ou a redução da mata ciliar pode provocar o aparecimento de pragas e doenças na lavoura, com a eliminação da mata ciliar, reduz-se a fauna e consequentemente reduz-se os inimigos naturais, permitindo o surgimento de animais e insetos peçonhentos, que antes seriam controlados por outros animais (servindo-lhes de alimento). Através da preservação da Mata pode-se controlar a proliferação destes insetos (vetores de doenças), além de evitar prejuízos econômicos às propriedades rurais e saúde humana.
O desmatamento, a instalação de construções civis e o mau uso dos recursos naturais revelam o descaso que a população e os governos, em geral, tem em relação à preservação do meio ambiente. As áreas naturais possibilitam que as espécies, tanto da flora, quanto da fauna, possa se deslocar, reproduzir e garantir a biodiversidade da região.Cabe a nós todos, a ação de mudar este cenário, atuando efetivamente junto aos governantes, exigindo-lhes decisões e políticas públicas que promovam o equilíbrio ambiental e a sustentabilidade da qualidade e bem-estar de nossas vidas. É preciso agir, precisamos efetivar o Plano Diretor, a promotoria publica precisa agir, NÃO PODEMOS CONTINUAR PERMITINDO O USO DAS MATAS CILIARES – as APPs, e devemos agir antes que soframos consequências mais graves para nossas vidas, ambiente e economia.
Este artigo foi elaborado pelo acadêmico Edson Paz de Macedo do 7º Período de Engenharia Ambiental da Unisep, sob supervisão e revisão do Prof. e Engenheiro Florestal Marcelo Langer.
Fiscalização Ambiental ou Irresponsabilidade Profissional? 22/02/2010
Texto publicado no Jornal Gazeta da Vizinhança de Dois Vizinhos, Paraná.
Para entender o que significa Fiscalização, vamos utilizar a seguinte definição: fiscalização é a pratica de vigilância constante sobre determinada atividade que tenha seu procedimento regulado por lei específica.
O meio ambiente vem sendo muito agredido pelo homem. Assim foram criadas leis e outros mecanismos para amenizar ou até extinguir todo esse ataque à natureza e seus recursos ambientais econômicos.
Para isso, também foram criados órgãos que são responsáveis para aplicar a legislação ambiental e fiscalizar. Em Francisco Beltrão encontra-se o único órgão que está realizando esse processo na região Sudoeste do Paraná – o Instituto Ambiental do Paraná – IAP, atendendo à 27 municípios em nossa região.
Mas, diante de tantos problemas ambientais que estamos vivenciando diária e constantemente, vem uma questão que não é pautada somente nessa cidade ou região, mais sim em todo o país: será que os órgãos responsáveis estão mesmo fiscalizando corretamente as ações da população e dos seus governantes?
Independente das condições que este órgão fiscalizador apresenta, para exercer suas funções, a fiscalização aplicada pelo órgão responsável deixa muito a desejar, por não conseguir realizar um trabalho eficaz, resultando em muitas irregularidades que lhe passam ilesas, sem seu devido encaminhamento correto ou ação punitiva aplicável.
Essa fiscalização não eficiente é gerada pela falta de leis, carência de infra-estrutura dos órgãos responsáveis, falta de equipamentos (automóveis, barcos, helicópteros, GPS ou até um simples computador) e pessoal técnico habilitado para ir a campo realizar as fiscalizações, por exemplo o IAP de Francisco Beltrão conta com apenas 10 técnicos para fiscalizar os 27 municípios.
A maior dificuldade para o desenvolvimento de suas atividades e responsabilidades é a inexistência de recursos financeiros para manter os equipamentos e a aquisição de novos, muitas vezes não se obtém verba para abastecer os veículos da inspeção e a aquisição da alimentação dos técnicos quando estes estão a campo cumprindo com suas tarefas.
Soma-se a este problema, um outro fator grave e determinante: o despreparo e descaso dos profissionais públicos e privados, que deveriam quando da elaboração de projetos e/ou aprovação de obras publicas e privadas, estar atendendo as demandas ambientais. Contudo, percebe-se que os problemas começam ai – profissionais (Engenheiros, Arquitetos e Administradores) que por questões diversas, não estão atendendo as demandas legais ambientais e promovendo a degradação ambiental de nossa região.
Vejo tantas edificações incorretas, sendo construídas em áreas e locais que jamais poderiam ser utilizados, não atendendo as Leis Ambientais Nacionais, Estaduais ou até mesmo ao Plano Diretor Municipal e realmente me pergunto, quem é o responsável pela obra? Quem liberou tal obra? A quem devemos autuar juridicamente?
Numa época, em que a responsabilidade ambiental é social e pessoal, profissionais com maior ética ambiental, exercendo sua coresponsabilidade para com a sociedade e meio ambiente, podem e devem tomar a frente destes processos, pois a fiscalização somente é necessária devido ao fato de que os trabalhos não foram realizados corretamente, obras irregulares foram aprovadas e que mais uma vez, os objetivos econômicos sobrepuseram aos objetivos ambientais e sociais.
Nenhum ou raros são os cursos universitários que abordam temas ambientais e sociais em seus programas de ensino, se estes profissionais em suas formações, recebessem melhor orientação as questões ambientais e sociais (urbanas e rurais), entendo as consequências e tragédias que podem ocorrer se caso não seguidas (enchentes, desmoronamentos, erosões, contaminação ambiental, epidemias, etc) e ao contrário, se efetivamente as aplicassem, sem duvida alguma, o nosso meio ambiente e a nossa qualidade de vida seria muitas vezes superior às atuais.
Com tantas dificuldades, nenhum órgão ambiental consegue fazer um trabalho adequado. Esses problemas afetam todo o processo, desde a ida ao campo até aplicação da legislação.
Para mudar esse cenário os cidadãos, os profissionais, os governantes e todas as formas representativas da sociedade brasileira devem levar mais a sério o meio ambiente, atender às Leis, fortalecer os sistemas de fiscalização ambiental, destinando o capital adequado para essa demanda, criando oportunidades de expansão para os órgãos responsáveis e, consequentemente abrindo novas vagas para técnicos aptos a auxiliar nessa mudança de comportamento ambiental e também de fiscalização.
Somente a ação conjunta e responsável de todos poderá mudar este cenário de degradação ambiental. Não basta culpar (nem aos órgãos responsáveis pela fiscalização, nem aos profissionais que não exercem suas atividades como deveriam, nem aos cidadãos que não compreendem a extensão de seus atos de degradação ambiental), é preciso atuar de forma conjunta, efetiva e intensa imediatamente, pois culpar somente não resolve os problemas, precisamos agir agora.
Este artigo foi elaborado pelo acadêmico de Engenharia Ambiental, Renato Socolovski Verlingo, sob a orientação e revisão final do Prof. da Unisep e Eng. Florestal Marcelo Langer.
Para entender o que significa Fiscalização, vamos utilizar a seguinte definição: fiscalização é a pratica de vigilância constante sobre determinada atividade que tenha seu procedimento regulado por lei específica.
O meio ambiente vem sendo muito agredido pelo homem. Assim foram criadas leis e outros mecanismos para amenizar ou até extinguir todo esse ataque à natureza e seus recursos ambientais econômicos.
Para isso, também foram criados órgãos que são responsáveis para aplicar a legislação ambiental e fiscalizar. Em Francisco Beltrão encontra-se o único órgão que está realizando esse processo na região Sudoeste do Paraná – o Instituto Ambiental do Paraná – IAP, atendendo à 27 municípios em nossa região.
Mas, diante de tantos problemas ambientais que estamos vivenciando diária e constantemente, vem uma questão que não é pautada somente nessa cidade ou região, mais sim em todo o país: será que os órgãos responsáveis estão mesmo fiscalizando corretamente as ações da população e dos seus governantes?
Independente das condições que este órgão fiscalizador apresenta, para exercer suas funções, a fiscalização aplicada pelo órgão responsável deixa muito a desejar, por não conseguir realizar um trabalho eficaz, resultando em muitas irregularidades que lhe passam ilesas, sem seu devido encaminhamento correto ou ação punitiva aplicável.
Essa fiscalização não eficiente é gerada pela falta de leis, carência de infra-estrutura dos órgãos responsáveis, falta de equipamentos (automóveis, barcos, helicópteros, GPS ou até um simples computador) e pessoal técnico habilitado para ir a campo realizar as fiscalizações, por exemplo o IAP de Francisco Beltrão conta com apenas 10 técnicos para fiscalizar os 27 municípios.
A maior dificuldade para o desenvolvimento de suas atividades e responsabilidades é a inexistência de recursos financeiros para manter os equipamentos e a aquisição de novos, muitas vezes não se obtém verba para abastecer os veículos da inspeção e a aquisição da alimentação dos técnicos quando estes estão a campo cumprindo com suas tarefas.
Soma-se a este problema, um outro fator grave e determinante: o despreparo e descaso dos profissionais públicos e privados, que deveriam quando da elaboração de projetos e/ou aprovação de obras publicas e privadas, estar atendendo as demandas ambientais. Contudo, percebe-se que os problemas começam ai – profissionais (Engenheiros, Arquitetos e Administradores) que por questões diversas, não estão atendendo as demandas legais ambientais e promovendo a degradação ambiental de nossa região.
Vejo tantas edificações incorretas, sendo construídas em áreas e locais que jamais poderiam ser utilizados, não atendendo as Leis Ambientais Nacionais, Estaduais ou até mesmo ao Plano Diretor Municipal e realmente me pergunto, quem é o responsável pela obra? Quem liberou tal obra? A quem devemos autuar juridicamente?
Numa época, em que a responsabilidade ambiental é social e pessoal, profissionais com maior ética ambiental, exercendo sua coresponsabilidade para com a sociedade e meio ambiente, podem e devem tomar a frente destes processos, pois a fiscalização somente é necessária devido ao fato de que os trabalhos não foram realizados corretamente, obras irregulares foram aprovadas e que mais uma vez, os objetivos econômicos sobrepuseram aos objetivos ambientais e sociais.
Nenhum ou raros são os cursos universitários que abordam temas ambientais e sociais em seus programas de ensino, se estes profissionais em suas formações, recebessem melhor orientação as questões ambientais e sociais (urbanas e rurais), entendo as consequências e tragédias que podem ocorrer se caso não seguidas (enchentes, desmoronamentos, erosões, contaminação ambiental, epidemias, etc) e ao contrário, se efetivamente as aplicassem, sem duvida alguma, o nosso meio ambiente e a nossa qualidade de vida seria muitas vezes superior às atuais.
Com tantas dificuldades, nenhum órgão ambiental consegue fazer um trabalho adequado. Esses problemas afetam todo o processo, desde a ida ao campo até aplicação da legislação.
Para mudar esse cenário os cidadãos, os profissionais, os governantes e todas as formas representativas da sociedade brasileira devem levar mais a sério o meio ambiente, atender às Leis, fortalecer os sistemas de fiscalização ambiental, destinando o capital adequado para essa demanda, criando oportunidades de expansão para os órgãos responsáveis e, consequentemente abrindo novas vagas para técnicos aptos a auxiliar nessa mudança de comportamento ambiental e também de fiscalização.
Somente a ação conjunta e responsável de todos poderá mudar este cenário de degradação ambiental. Não basta culpar (nem aos órgãos responsáveis pela fiscalização, nem aos profissionais que não exercem suas atividades como deveriam, nem aos cidadãos que não compreendem a extensão de seus atos de degradação ambiental), é preciso atuar de forma conjunta, efetiva e intensa imediatamente, pois culpar somente não resolve os problemas, precisamos agir agora.
Este artigo foi elaborado pelo acadêmico de Engenharia Ambiental, Renato Socolovski Verlingo, sob a orientação e revisão final do Prof. da Unisep e Eng. Florestal Marcelo Langer.
Parques públicos em Dois Vizinhos 11/02/2010
Texto publicado no Jornal Gazeta da Vizinhança de Dois Vizinhos, Paraná.
Segundo o Prof. Antonio Carlos Sarti[1] em seu artigo Parques público e controle social, “Os parques públicos são criados com a finalidade declarada de atender à necessidade de espaço livre e de uso público destinado e equipado para o exercício físico e para as práticas que recondicionem o corpo e a mente para a função do trabalho.” Complementando este pensamento, parques públicos tem a função também de aproximar a população da natureza bem como oferecer-lhes um espaço para o seu lazer.
É visível na cidade de Dois Vizinhos a carência de parques urbanos que atendam a estas necessidades e satisfaçam a população. O único parque da cidade, o Parque Ecológico Jirau Alto, que deveria ser exemplo para a região e aproximar os cidadãos do meio ambiente, está abandonado e sem cuidados periódicos para sua manutenção.
Inicialmente quando foi inaugurado na cidade, era um parque que atraia a atenção e interesse da população local e de cidades próximas, entretanto, é triste ir até o local nos dias de hoje e constatar que a falta de interesse do próprio município o deixou em estado de deterioração.
A cidade possui ainda praças e parques infantis que podem ser consideradas locais de lazer e uso publico, como por exemplo, a Praça Poliesportiva João Fávero, que possui equipamentos para praticas de exercícios destinados à população da terceira idade e que dele tem usufruído constantemente. Também o Lago Dourado tem sido um grande atrativo à população local para lazer e exercícios físicos, modelo este que vem sendo implantado em diversas cidades do Sudoeste do Paraná e muito bem aceito por suas populações.
Um parque público é com certeza muito importante para qualquer cidade, pois alem de contribuir com o embelezamento da cidade, assume parâmetros de desenvolvimento e responsabilidade social, cultural do município e promove a maior integração e relacionamento do ser humano com a natureza. Os benefícios provenientes das áreas verdes e parques ambientais públicos, são inúmeros, pois alem de beneficiar a sua comunidade diretamente, auxilia também na qualidade do ar, temperaturas, equilíbrio emocional, dentre tanto outros que poderíamos aqui listar.
Dois Vizinhos encontra-se em pleno desenvolvimento e com um déficit muito grande na oferta de áreas verdes, parques públicos, áreas de lazer, atividades culturais e formativas à sua população. Contudo, esperamos que em pouco tempo com o desenvolvimento ainda mais pujante da cidade, nossas autoridades locais percebam de fato estas necessidades e possam buscar melhores e mais alternativas para o bem-estar e qualidade de vida da população Duovizinhense.
Este artigo foi elaborado pela acadêmica Aline Cristiane Bocca do 7º período de Engenharia Ambiental, sob a orientação do Prof. Marcelo Langer da UNISEP.
[1] SARTI, A. C. ; SARTI, Filipe Antonio ; SIQUEIRA, Elisabete Stradiotto . Parques Públicos e Controle Social. RETUR. Revista Eletrônica de Turismo, Curitiba/PR, v. 4, n. 1, p. 1-20, 2005.
Segundo o Prof. Antonio Carlos Sarti[1] em seu artigo Parques público e controle social, “Os parques públicos são criados com a finalidade declarada de atender à necessidade de espaço livre e de uso público destinado e equipado para o exercício físico e para as práticas que recondicionem o corpo e a mente para a função do trabalho.” Complementando este pensamento, parques públicos tem a função também de aproximar a população da natureza bem como oferecer-lhes um espaço para o seu lazer.
É visível na cidade de Dois Vizinhos a carência de parques urbanos que atendam a estas necessidades e satisfaçam a população. O único parque da cidade, o Parque Ecológico Jirau Alto, que deveria ser exemplo para a região e aproximar os cidadãos do meio ambiente, está abandonado e sem cuidados periódicos para sua manutenção.
Inicialmente quando foi inaugurado na cidade, era um parque que atraia a atenção e interesse da população local e de cidades próximas, entretanto, é triste ir até o local nos dias de hoje e constatar que a falta de interesse do próprio município o deixou em estado de deterioração.
A cidade possui ainda praças e parques infantis que podem ser consideradas locais de lazer e uso publico, como por exemplo, a Praça Poliesportiva João Fávero, que possui equipamentos para praticas de exercícios destinados à população da terceira idade e que dele tem usufruído constantemente. Também o Lago Dourado tem sido um grande atrativo à população local para lazer e exercícios físicos, modelo este que vem sendo implantado em diversas cidades do Sudoeste do Paraná e muito bem aceito por suas populações.
Um parque público é com certeza muito importante para qualquer cidade, pois alem de contribuir com o embelezamento da cidade, assume parâmetros de desenvolvimento e responsabilidade social, cultural do município e promove a maior integração e relacionamento do ser humano com a natureza. Os benefícios provenientes das áreas verdes e parques ambientais públicos, são inúmeros, pois alem de beneficiar a sua comunidade diretamente, auxilia também na qualidade do ar, temperaturas, equilíbrio emocional, dentre tanto outros que poderíamos aqui listar.
Dois Vizinhos encontra-se em pleno desenvolvimento e com um déficit muito grande na oferta de áreas verdes, parques públicos, áreas de lazer, atividades culturais e formativas à sua população. Contudo, esperamos que em pouco tempo com o desenvolvimento ainda mais pujante da cidade, nossas autoridades locais percebam de fato estas necessidades e possam buscar melhores e mais alternativas para o bem-estar e qualidade de vida da população Duovizinhense.
Este artigo foi elaborado pela acadêmica Aline Cristiane Bocca do 7º período de Engenharia Ambiental, sob a orientação do Prof. Marcelo Langer da UNISEP.
[1] SARTI, A. C. ; SARTI, Filipe Antonio ; SIQUEIRA, Elisabete Stradiotto . Parques Públicos e Controle Social. RETUR. Revista Eletrônica de Turismo, Curitiba/PR, v. 4, n. 1, p. 1-20, 2005.
Sustentabilidade nas empresas de Dois Vizinhos, 04/02/2010
Texto publicado no Jornal Gazeta da Vizinhança de Dois Vizinhos, Paraná.
A preocupação com os impactos ambientais não é recente e há anos vem tomando um grande e importante espaço nas discussões mundiais, nos meios acadêmicos e estudiosos do mundo todo, entretanto, as ações preventivas e remediadoras ganharam maior importância somente quando a questão ambiental se tornou definitivamente uma crise no planeta ou quando as empresas e seus executivos perceberam as reais possibilidades de ganhos ao assumir responsabilidades socioambientais e promover a sustentabilidade de seus negócios e dos meios em que se desenvolvem, pois notavelmente as conseqüências ambientais que surgem como uma resposta da natureza à ação humana são catastróficas e sem escolha de raças e classe econômica.
Com o crescimento demográfico mundial, novas tecnologias, e um setor industrial que cresce a cada dia, é necessário ressaltar que os recursos naturais são limitados e fundamentais para a sobrevivência humana. Neste ponto é possível evidenciar a interdependência entre a economia, sociedade e meio ambiente.
Portanto, ao pensar em ações preventivas e sustentabilidade todos têm seu papel a desempenhar, e as empresas têm um papel de maior destaque, adotando uma relação responsável com o meio ambiente, sendo elas as maiores causadoras de impactos – sociais e ambientais, lembrando também que atualmente os próprios consumidores estão mais exigentes e conscientes em relação ao assunto e determinando a extensão dos mercados e abrangência de produtos e marcas. Neste sentido, as empresas possuem inúmeras formas de trabalhar de maneira sustentável sem impedir o crescimento econômico da mesma, contribuir com o meio ambiente e ainda atender às necessidades de seus clientes preocupados ou não com as questões socioambiental.
No sudoeste do Paraná, destacando a cidade de Dois Vizinhos, é possível notar uma grande iniciativa por parte de empresários no setor industrial que estão buscando regularização junto aos órgãos ambientais (IAP – Instituto Ambiental do Paraná), não somente por exigência dos órgãos públicos, mas também pela consciência de um crescimento sustentável para a região.
Sem duvida alguma, existem diversas formas de se desenvolver sustentabilidade e promover a responsabilidade socioambiental. Para a ONU e o Banco Mundial a mais efetiva delas é a voluntária, quando os agentes promotores dos impactos, sensibilizam-se e iniciam uma campanha própria e ou em parceria com outras Empresas e Governo a mudarem suas atitudes e valores.
Na noite de quarta-feira 03/02/2010, fui convidado por um grupo de empresários a participar de uma reunião, na sede da ACEDV em Dois Vizinhos, sobre sustentabilidade e responsabilidade socioambiental empresarial. E para minha maior surpresa este grupo de empresários esta buscando desenvolver atividades de melhoria a qualidade de vida da população Duovizinhense de modo geral e também melhorar significativa a vida de cidadãos que atualmente encontram-se abaixo da linha de pobreza, para ser mais exato, segundo dados apresentados por este grupo, 20% da população de Dois Vizinho ou aproximadamente 7.142 pessoas estão vivendo esta situação.
É importante que empresários tenham consciência de que trabalhar em condições favoráveis ao meio ambiente e propiciando o desenvolvimento integral do ser humana, não é um custo adicional sem retorno, muito pelo contrario, o retorno pode ser sentido já no curto prazo e para o longo prazo este retorno será muito satisfatório e definitivamente continuo.
Talvez este grupo de empresarial esteja dando seus primeiros passos – primeiros passos em um longo caminho, que certamente necessitará de muitos outros passos, porém estes passos são de extrema importância e necessários para a sustentabilidade de Dois Vizinhos e do Sudoeste do Paraná, pois eu diria que estamos aproximadamente 18 anos atrasados, mas mais importante do que tudo é a iniciativa, é este começo, e não há nada a lamentar e sim a celebrar. Atitudes como estas, deste Grupo de Empresários, precisam urgentemente ser seguidas, não só no domínio urbano, mas também na zona rural de nosso município e região.
Algumas alternativas que as empresas podem tomar de imediato, são os programas de qualidade total, tipo Série ISO, implantação de sistemas de gestão ambiental, projetos ambientais, programas de sustentabilidade que atendam as necessidades dos seus colaboradores diretos, indiretos e sociedade como um todo, além de iniciativas que diminuem e/ou reaproveitem os recursos no processo produtivo, até a correta disposição final dos resíduos.
Estas iniciativas podem ser desenvolvidas através de ações individuais e/ou ainda, através de parcerias publica/privada, através de novas políticas que estimulem, mais e mais, aos empresários a engajarem-se neste movimento, trazendo-lhes benefícios imediatos e futuros, diretos e indiretos.
Todas as medidas de prevenção ou reparação de impactos e danos socioambientais vem em auxilio as empresas a cumprirem seus compromissos com o meio ambiente e a própria sociedade na qual se inserem, buscando o equilíbrio da proteção ambiental e prevenção da poluição, alem de impor uma nova visão para assim aumentar a percepção das organizações com relação a importância da interação entre a economia e natureza ou do desenvolvimento e da preservação.
Segundo algums economistas sociais de renome internacional, o mundo necessita de 49 pessoas inovadoras e comprometidas com as questões de responsabilidade socioambiental, sustentabilidade e que desejam transformar o atual quadro de degradação humana e ambiental. Na reunião de quarta-feira, promovida pela FACIAP, CACISPAR e ACEDV, estavam presentes cerca de 20 pessoas (empresários) que desejam mudar Dois Vizinhos. Numero este mais do que suficiente para atingir os resultados esperados.
Portanto, apesar do muito que se tem pela frente, novamente parabenizo este grupo de empresários por sua iniciativa e convido a muitos outros empresários a participarem e realmente vir a construir uma realidade muito mais diferente, muito mais responsável e sustentável.
Este artigo foi elaborado pela acadêmica Aline Cristiane Bocca do 7º período de Engenharia Ambiental, sob a orientação do Prof. Marcelo Langer da UNISEP.
A preocupação com os impactos ambientais não é recente e há anos vem tomando um grande e importante espaço nas discussões mundiais, nos meios acadêmicos e estudiosos do mundo todo, entretanto, as ações preventivas e remediadoras ganharam maior importância somente quando a questão ambiental se tornou definitivamente uma crise no planeta ou quando as empresas e seus executivos perceberam as reais possibilidades de ganhos ao assumir responsabilidades socioambientais e promover a sustentabilidade de seus negócios e dos meios em que se desenvolvem, pois notavelmente as conseqüências ambientais que surgem como uma resposta da natureza à ação humana são catastróficas e sem escolha de raças e classe econômica.
Com o crescimento demográfico mundial, novas tecnologias, e um setor industrial que cresce a cada dia, é necessário ressaltar que os recursos naturais são limitados e fundamentais para a sobrevivência humana. Neste ponto é possível evidenciar a interdependência entre a economia, sociedade e meio ambiente.
Portanto, ao pensar em ações preventivas e sustentabilidade todos têm seu papel a desempenhar, e as empresas têm um papel de maior destaque, adotando uma relação responsável com o meio ambiente, sendo elas as maiores causadoras de impactos – sociais e ambientais, lembrando também que atualmente os próprios consumidores estão mais exigentes e conscientes em relação ao assunto e determinando a extensão dos mercados e abrangência de produtos e marcas. Neste sentido, as empresas possuem inúmeras formas de trabalhar de maneira sustentável sem impedir o crescimento econômico da mesma, contribuir com o meio ambiente e ainda atender às necessidades de seus clientes preocupados ou não com as questões socioambiental.
No sudoeste do Paraná, destacando a cidade de Dois Vizinhos, é possível notar uma grande iniciativa por parte de empresários no setor industrial que estão buscando regularização junto aos órgãos ambientais (IAP – Instituto Ambiental do Paraná), não somente por exigência dos órgãos públicos, mas também pela consciência de um crescimento sustentável para a região.
Sem duvida alguma, existem diversas formas de se desenvolver sustentabilidade e promover a responsabilidade socioambiental. Para a ONU e o Banco Mundial a mais efetiva delas é a voluntária, quando os agentes promotores dos impactos, sensibilizam-se e iniciam uma campanha própria e ou em parceria com outras Empresas e Governo a mudarem suas atitudes e valores.
Na noite de quarta-feira 03/02/2010, fui convidado por um grupo de empresários a participar de uma reunião, na sede da ACEDV em Dois Vizinhos, sobre sustentabilidade e responsabilidade socioambiental empresarial. E para minha maior surpresa este grupo de empresários esta buscando desenvolver atividades de melhoria a qualidade de vida da população Duovizinhense de modo geral e também melhorar significativa a vida de cidadãos que atualmente encontram-se abaixo da linha de pobreza, para ser mais exato, segundo dados apresentados por este grupo, 20% da população de Dois Vizinho ou aproximadamente 7.142 pessoas estão vivendo esta situação.
É importante que empresários tenham consciência de que trabalhar em condições favoráveis ao meio ambiente e propiciando o desenvolvimento integral do ser humana, não é um custo adicional sem retorno, muito pelo contrario, o retorno pode ser sentido já no curto prazo e para o longo prazo este retorno será muito satisfatório e definitivamente continuo.
Talvez este grupo de empresarial esteja dando seus primeiros passos – primeiros passos em um longo caminho, que certamente necessitará de muitos outros passos, porém estes passos são de extrema importância e necessários para a sustentabilidade de Dois Vizinhos e do Sudoeste do Paraná, pois eu diria que estamos aproximadamente 18 anos atrasados, mas mais importante do que tudo é a iniciativa, é este começo, e não há nada a lamentar e sim a celebrar. Atitudes como estas, deste Grupo de Empresários, precisam urgentemente ser seguidas, não só no domínio urbano, mas também na zona rural de nosso município e região.
Algumas alternativas que as empresas podem tomar de imediato, são os programas de qualidade total, tipo Série ISO, implantação de sistemas de gestão ambiental, projetos ambientais, programas de sustentabilidade que atendam as necessidades dos seus colaboradores diretos, indiretos e sociedade como um todo, além de iniciativas que diminuem e/ou reaproveitem os recursos no processo produtivo, até a correta disposição final dos resíduos.
Estas iniciativas podem ser desenvolvidas através de ações individuais e/ou ainda, através de parcerias publica/privada, através de novas políticas que estimulem, mais e mais, aos empresários a engajarem-se neste movimento, trazendo-lhes benefícios imediatos e futuros, diretos e indiretos.
Todas as medidas de prevenção ou reparação de impactos e danos socioambientais vem em auxilio as empresas a cumprirem seus compromissos com o meio ambiente e a própria sociedade na qual se inserem, buscando o equilíbrio da proteção ambiental e prevenção da poluição, alem de impor uma nova visão para assim aumentar a percepção das organizações com relação a importância da interação entre a economia e natureza ou do desenvolvimento e da preservação.
Segundo algums economistas sociais de renome internacional, o mundo necessita de 49 pessoas inovadoras e comprometidas com as questões de responsabilidade socioambiental, sustentabilidade e que desejam transformar o atual quadro de degradação humana e ambiental. Na reunião de quarta-feira, promovida pela FACIAP, CACISPAR e ACEDV, estavam presentes cerca de 20 pessoas (empresários) que desejam mudar Dois Vizinhos. Numero este mais do que suficiente para atingir os resultados esperados.
Portanto, apesar do muito que se tem pela frente, novamente parabenizo este grupo de empresários por sua iniciativa e convido a muitos outros empresários a participarem e realmente vir a construir uma realidade muito mais diferente, muito mais responsável e sustentável.
Este artigo foi elaborado pela acadêmica Aline Cristiane Bocca do 7º período de Engenharia Ambiental, sob a orientação do Prof. Marcelo Langer da UNISEP.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
ÁREAS DEGRADADAS RURAIS 31/01/2010
Texto publicado no Jornal Gazeta da Vizinhança de Dois Vizinhos, Paraná.
De todas as atividades humanas, a agricultura é uma das principais causas das alterações no meio ambiente. Ao longo do tempo, as áreas agrícolas acabaram contribuindo com a degradação dos solos, contaminação de água e perda da biodiversidade. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, cerca de 15% das terras são atingidas pela degradação. Sua principal ocorrência é a erosão dos solos, ou seja, parte da sua camada superficial é transportada pela ação das águas (chuvas principalmente) ou dos ventos (para o caso dos sistemas agrícolas que não propiciam a cobertura do solo permanente).
A intensidade da degradação dos solos e da erosão em áreas rurais varia muito em decorrência de diversos fatores, como por exemplo: solos frágeis, técnicas de cultivo, tipo de cultura, uso de agrotóxicos, sistemas de colheita e compactação do solo, etc. Como consequência ocorre à poluição dos rios, o desaparecimento da flora e da fauna natural do local, resultando na perda de boa parte da biodiversidade.
No município de Dois Vizinhos, é fácil encontrar áreas rurais degradadas, como é o caso de uma propriedade visitada, com uma extensão de 20 alqueires, onde há plantação de milho, soja, mandioca e de erva mate, além de campo de pastagem para sua criação de gado. Esta última atividade tem contribuído com a degradação do solo, pois com a implantação de pastagem, a carga excessiva de animais e o manejo inadequado do solo fazem com que este não forneça nutrientes suficientes para o desenvolvimento da vegetação, perdendo sua fertilidade. Contudo, existem técnicas para a minimização dos impactos gerados pelos sistemas convencionais (sem cuidados ambientais) e também para a recuperação destas áreas degradadas – pensando sempre na segurança humana e ambiental, no custo, sustentabilidade e principalmente visando à recuperação dos solos e dos valores ambientais.
De acordo com resultados observados e estudos que vem sendo realizados ao longo dos últimos 15 anos, é totalmente possível perceber e estabelecer uma comparação entre os sistemas agrícolas convencionais e os novos sistemas ditos de “cultivo mínimo” (setor agrícola) e/ou plantio direto (setor florestal).
Nos primeiros sistemas o esgotamento dos solos e de seus recursos é característico e determina a perda da sustentabilidade, exigindo ingressos permanentes e crescentes de nutrientes e produtos químicos para garantir a produtividade da cultura.
Já nos novos sistemas agrícolas e florestais, onde se busca atender as premissas de preservação e conservação ambiental, com a manutenção de cobertura vegetal permanente, os impactos são muito menores, a necessidade de introdução de insumos químicos torna-se reduzida e a produtividade apresenta aumentos significativos, gerando ganhos econômicos – alem dos ambientais já garantidos e promovendo a sustentabilidade das propriedades rurais (vejamos os resultados atuais de aproximadamente 500 sacas de milho por alqueire que estão sendo colhidos na nossa região sudoeste do Paraná).
Assim, pode-se evitar a erosão do solo de diversas formas, como por exemplo, neste caso, cultivo mínimo, plantio de árvores nativas, manutenção das áreas de preservação ambiental próximas a rios, nascentes e lagos, utilizando técnicas de manejo integrados sustentável e principalmente não retirando do solo sua cobertura vegetal. Com estas práticas podemos preservar nossos solos, garantindo uma agricultura mais integrada com o meio ambiente, maior produtividade, menor custos de recuperação e com novos padrões de sustentabilidade – econômica, ambiental e social.
Para que estes processos de degradação rural, perdas de produtividades agrícolas, degradações ambientais e problemas na qualidade de vida humana é necessário que além de mudanças no comportamento e técnicas operacionais dos proprietários rurais, também o Governo, seja municipal, estadual e/ou federal comece a agir de forma concreta, haja vista a longa e interminável discussão entre a bancada ruralista e ambientalista, que persiste a muitos anos e não tem apresentado nenhum resultado efetivo.
Quem perde? Seguramente a cadeia total – meio ambiente, propriedade rural, sociedade geral e gerações futuras, que tem ficado a mercê dos interesses econômicos de diversos grupos com maior poder de influencia política, menor interesse na sustentabilidade, além da desconsideração ao fato de que a produtividade rural, depende 100% do equilíbrio ambiental e da preservação dos recursos naturais.
De todas as atividades humanas, a agricultura é uma das principais causas das alterações no meio ambiente. Ao longo do tempo, as áreas agrícolas acabaram contribuindo com a degradação dos solos, contaminação de água e perda da biodiversidade. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, cerca de 15% das terras são atingidas pela degradação. Sua principal ocorrência é a erosão dos solos, ou seja, parte da sua camada superficial é transportada pela ação das águas (chuvas principalmente) ou dos ventos (para o caso dos sistemas agrícolas que não propiciam a cobertura do solo permanente).
A intensidade da degradação dos solos e da erosão em áreas rurais varia muito em decorrência de diversos fatores, como por exemplo: solos frágeis, técnicas de cultivo, tipo de cultura, uso de agrotóxicos, sistemas de colheita e compactação do solo, etc. Como consequência ocorre à poluição dos rios, o desaparecimento da flora e da fauna natural do local, resultando na perda de boa parte da biodiversidade.
No município de Dois Vizinhos, é fácil encontrar áreas rurais degradadas, como é o caso de uma propriedade visitada, com uma extensão de 20 alqueires, onde há plantação de milho, soja, mandioca e de erva mate, além de campo de pastagem para sua criação de gado. Esta última atividade tem contribuído com a degradação do solo, pois com a implantação de pastagem, a carga excessiva de animais e o manejo inadequado do solo fazem com que este não forneça nutrientes suficientes para o desenvolvimento da vegetação, perdendo sua fertilidade. Contudo, existem técnicas para a minimização dos impactos gerados pelos sistemas convencionais (sem cuidados ambientais) e também para a recuperação destas áreas degradadas – pensando sempre na segurança humana e ambiental, no custo, sustentabilidade e principalmente visando à recuperação dos solos e dos valores ambientais.
De acordo com resultados observados e estudos que vem sendo realizados ao longo dos últimos 15 anos, é totalmente possível perceber e estabelecer uma comparação entre os sistemas agrícolas convencionais e os novos sistemas ditos de “cultivo mínimo” (setor agrícola) e/ou plantio direto (setor florestal).
Nos primeiros sistemas o esgotamento dos solos e de seus recursos é característico e determina a perda da sustentabilidade, exigindo ingressos permanentes e crescentes de nutrientes e produtos químicos para garantir a produtividade da cultura.
Já nos novos sistemas agrícolas e florestais, onde se busca atender as premissas de preservação e conservação ambiental, com a manutenção de cobertura vegetal permanente, os impactos são muito menores, a necessidade de introdução de insumos químicos torna-se reduzida e a produtividade apresenta aumentos significativos, gerando ganhos econômicos – alem dos ambientais já garantidos e promovendo a sustentabilidade das propriedades rurais (vejamos os resultados atuais de aproximadamente 500 sacas de milho por alqueire que estão sendo colhidos na nossa região sudoeste do Paraná).
Assim, pode-se evitar a erosão do solo de diversas formas, como por exemplo, neste caso, cultivo mínimo, plantio de árvores nativas, manutenção das áreas de preservação ambiental próximas a rios, nascentes e lagos, utilizando técnicas de manejo integrados sustentável e principalmente não retirando do solo sua cobertura vegetal. Com estas práticas podemos preservar nossos solos, garantindo uma agricultura mais integrada com o meio ambiente, maior produtividade, menor custos de recuperação e com novos padrões de sustentabilidade – econômica, ambiental e social.
Para que estes processos de degradação rural, perdas de produtividades agrícolas, degradações ambientais e problemas na qualidade de vida humana é necessário que além de mudanças no comportamento e técnicas operacionais dos proprietários rurais, também o Governo, seja municipal, estadual e/ou federal comece a agir de forma concreta, haja vista a longa e interminável discussão entre a bancada ruralista e ambientalista, que persiste a muitos anos e não tem apresentado nenhum resultado efetivo.
Quem perde? Seguramente a cadeia total – meio ambiente, propriedade rural, sociedade geral e gerações futuras, que tem ficado a mercê dos interesses econômicos de diversos grupos com maior poder de influencia política, menor interesse na sustentabilidade, além da desconsideração ao fato de que a produtividade rural, depende 100% do equilíbrio ambiental e da preservação dos recursos naturais.
APP de Nascentes de Água em Propriedade Particulares – Mecanismos de Incentivo 25/01/2010
Texto publicado no Jornal Gazeta da Vizinhança de Dois Vizinhos, Paraná.
As Áreas de Preservação Permanente (APP) têm a função de preservar os recursos naturais regionais além de assegurar o bem estar e a qualidade de vida humana.Fica clara a importância da existência das APP’s, mas é necessário levar em conta o fato de que na maioria das propriedades, estas áreas especiais para a preservação e proteção das nascentes de água são utilizadas para Agricultura e Pecuária, práticas essas, amplamente difundidas até os dias atuais.
Já a algum tempo, a preocupação ambiental, os efeitos da industrialização e a escassez de recursos, fazem com que comecem a surgir projetos engajados na recuperação e preservação destas áreas nas propriedades rurais, através de uma contribuição financeira a propriedades que dão ênfase ao meio ambiente (Mecanismos de Compensação por Serviços Ambientais).
No Sudoeste do Paraná, a maioria das propriedades Rurais é de pequeno porte, onde os produtores não possuem recursos para arcar com os custos tanto da legalização da propriedade perante os órgãos ambientais, como o abandono destas áreas que serão destinadas para APP, sendo necessária a elaboração de projetos político-ambientais, como por exemplo, os realizados pela Fundação O Boticário e os mecanismos do REDD (Mecanismos do Protocolo de Kyoto que serve de apoio e incentivo ao controle do desmatamento e degradação ambiental).
A Fundação O Boticário, lançou em 2006 o projeto Oásis, premiando propriedades que realizam a preservação dos recursos naturais dos mananciais na região metropolitana de São Paulo, tem como diferencial dar apoio técnico além de financeiro as propriedades cadastradas. Atualmente. o projeto possui 617,9 ha em 12 propriedades protegendo 41.824 metros de rios e 75 nascentes.
Outro Projeto amplamente reconhecido é o mecanismo de REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, esse mecanismo esta sendo implantado no estado do Acre, Mato Grosso e Amazonas. A principal idéia do projeto é premiar propriedades que estejam dispostas a realizar a preservação de suas áreas, buscando uma maior proteção de mananciais e solo, este mecanismo busca também realizar a recuperação de áreas que foram degradadas e com isso as propriedades recebem um retorno financeiro, através dos créditos de carbono gerados pela preservação das florestas e assim compensando a preservação do meio ambiente. Essas colaborações financeiras são efetuadas por países que compram os créditos de carbono ou por países que tem a preocupação de manter o meio ambiente preservado.
Portanto, se o governo e os órgãos competentes promovessem a implantação dessas alternativas que incentivam a preservação de áreas nativas, no mundo todo, nosso sudoeste do Paraná, poderia beneficiar-se de resultados que contribuem significativamente na preservação do meio ambiente, beneficiam o nosso produtor rural, já que este receberia uma contribuição financeira pelas áreas que se comprometeu a preservar.
Com estes mecanismos existentes e sabendo da importância de preservar áreas verdes nas propriedades rurais e urbanas, conseguiríamos diversos resultados como a manutenção da sustentabilidade, uma renovação no ecossistema, a conservação da biodiversidade regional, contribuindo para um melhor desenvolvimento da Flora e da Fauna, e colaborando significativamente na proteção dos solos e dos nossos recursos hídricos.
Este artigo foi elaborado pelo acadêmico Ivan Carlos Bertoldo do 7º período de Engenharia Ambiental, sob a orientação do Prof. Marcelo Langer da UNISEP.
As Áreas de Preservação Permanente (APP) têm a função de preservar os recursos naturais regionais além de assegurar o bem estar e a qualidade de vida humana.Fica clara a importância da existência das APP’s, mas é necessário levar em conta o fato de que na maioria das propriedades, estas áreas especiais para a preservação e proteção das nascentes de água são utilizadas para Agricultura e Pecuária, práticas essas, amplamente difundidas até os dias atuais.
Já a algum tempo, a preocupação ambiental, os efeitos da industrialização e a escassez de recursos, fazem com que comecem a surgir projetos engajados na recuperação e preservação destas áreas nas propriedades rurais, através de uma contribuição financeira a propriedades que dão ênfase ao meio ambiente (Mecanismos de Compensação por Serviços Ambientais).
No Sudoeste do Paraná, a maioria das propriedades Rurais é de pequeno porte, onde os produtores não possuem recursos para arcar com os custos tanto da legalização da propriedade perante os órgãos ambientais, como o abandono destas áreas que serão destinadas para APP, sendo necessária a elaboração de projetos político-ambientais, como por exemplo, os realizados pela Fundação O Boticário e os mecanismos do REDD (Mecanismos do Protocolo de Kyoto que serve de apoio e incentivo ao controle do desmatamento e degradação ambiental).
A Fundação O Boticário, lançou em 2006 o projeto Oásis, premiando propriedades que realizam a preservação dos recursos naturais dos mananciais na região metropolitana de São Paulo, tem como diferencial dar apoio técnico além de financeiro as propriedades cadastradas. Atualmente. o projeto possui 617,9 ha em 12 propriedades protegendo 41.824 metros de rios e 75 nascentes.
Outro Projeto amplamente reconhecido é o mecanismo de REDD - Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, esse mecanismo esta sendo implantado no estado do Acre, Mato Grosso e Amazonas. A principal idéia do projeto é premiar propriedades que estejam dispostas a realizar a preservação de suas áreas, buscando uma maior proteção de mananciais e solo, este mecanismo busca também realizar a recuperação de áreas que foram degradadas e com isso as propriedades recebem um retorno financeiro, através dos créditos de carbono gerados pela preservação das florestas e assim compensando a preservação do meio ambiente. Essas colaborações financeiras são efetuadas por países que compram os créditos de carbono ou por países que tem a preocupação de manter o meio ambiente preservado.
Portanto, se o governo e os órgãos competentes promovessem a implantação dessas alternativas que incentivam a preservação de áreas nativas, no mundo todo, nosso sudoeste do Paraná, poderia beneficiar-se de resultados que contribuem significativamente na preservação do meio ambiente, beneficiam o nosso produtor rural, já que este receberia uma contribuição financeira pelas áreas que se comprometeu a preservar.
Com estes mecanismos existentes e sabendo da importância de preservar áreas verdes nas propriedades rurais e urbanas, conseguiríamos diversos resultados como a manutenção da sustentabilidade, uma renovação no ecossistema, a conservação da biodiversidade regional, contribuindo para um melhor desenvolvimento da Flora e da Fauna, e colaborando significativamente na proteção dos solos e dos nossos recursos hídricos.
Este artigo foi elaborado pelo acadêmico Ivan Carlos Bertoldo do 7º período de Engenharia Ambiental, sob a orientação do Prof. Marcelo Langer da UNISEP.
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